terrorismo

Paquistão anuncia investigação sobre presença de Bin Laden em Abbottabad

O primeiro-ministro chamou de "absurdas" as acusações de cumplicidade dentro do governo ou do Exército paquistanês em relação à presença de Bin Laden em Abbottabad

Diogo Menezes
Diogo Menezes
Publicado em 09/05/2011 às 11:42
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ISLAMABAD - O primeiro-ministro do Paquistão, Yusuf Raza Gilani, anunciou nesta segunda-feira (9) uma investigação para descobrir como Osama Bin Laden pôde viver impunemente na cidade militar de Abbottabad, mas insistiu que o Paquistão não pode ser o único país criticado pela existência e os atos da Al-Qaeda.
   
"Estamos determinados a saber por todos os meios como, quando e por quê Osama Bin Laden estava em Abbottabad, e ordenamos uma investigação", afirmou aos deputados no Parlamento.
   
O primeiro-ministro chamou de "absurdas" as acusações de cumplicidade dentro do governo ou do Exército paquistanês em relação à presença de Bin Laden em Abbottabad, e afirmou que o país está determinado a lutar contra o terrorismo.
   
"A Al-Qaeda não nasceu no Paquistão!", exclamou. "Quem foi responsável pelo nascimento da Al-Qaeda nos anos 1990?, quem foi responsável pela construção do mito de Bin Laden?", questionou, em uma referência apenas velada aos Estados Unidos.
   
"É preciso recordar à comunidade internacional a década de 80, quando vimos voluntários árabes se integrando à jihad (a"guerra santa" dos mujahedines afegãos contra a ocupação soviética), que se transformou na Al-Qaeda", declarou o premier.
   
Nos anos 80, os mujahedines afegãos combateram o Exército soviético graças ao apoio - armas e dinheiro - da CIA, através dos serviços secretos paquistaneses.

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