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Pelo menos seis morrem e dez ficam feridos em ataque aéreo a complexo residencial de Khadafi, informa o governo líbio

Os ataques ocorreram no mesmo dia em que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou ter convidado o Conselho de Transição líbio (CNT), formado por integrantes da oposição a Khadafi, a abrir uma representação permanente em Londres

Diogo Menezes
Diogo Menezes
Publicado em 12/05/2011 às 14:21
Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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Pelo menos seis pessoas morreram e dez ficaram feridas nesta quinta-feira (12) em ataques aéreos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que atingiram o complexo residencial do presidente da Líbia, Muammar Khadafi, em Trípoli, a capital do país. Jornalistas estrangeiros foram autorizados a visitar o local dos ataques, desde que acompanhados por funcionários do governo Khadafi. De acordo com as autoridades líbias, todas as vítimas são civis.

Os ataques ocorreram no mesmo dia em que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou ter convidado o Conselho de Transição líbio (CNT), formado por integrantes da oposição a Khadafi, a abrir uma representação permanente em Londres. O convite foi feito durante conversa de Cameron com o chefe do CNT, Mustapha Abdeljalil.

"Posso anunciar uma série de medidas para reforçar a partir de agora a nossa cooperação com o conselho", disse Cameron durante declaração conjunta à imprensa com Abdeljalil. "O governo convida hoje o conselho a estabelecer uma representação formal aqui em Londres”, afirmou.

De acordo com Cameron, o governo britânico reforçará a presença diplomática em Benghazi, cidade que se tornou símbolo da oposição, no Leste da Líbia. “Estamos finalizando os planos para transferir muito equipamento para a polícia de Benghazi e também haverá fornecimento de material de comunicação”, disse o primeiro-ministro.

Abdeljalil celebrou a decisão do governo britânico. “[A Grã-Bretanha] não se arrependerá desta tomada de posição”, disse. “Viemos aqui a este país para agradecer e exprimir a nossa gratidão ao povo britânico e ao seu governo pela disciplina e pela posição moral, e confirmar ao povo britânico o bom fundamento da sua ação.”

A Grã-Bretanha, que participa nos ataques aéreos sob comando da Otan na Líbia desde meados de março, multiplicou nas últimas semanas os gestos de reconhecimento e de apoio em relação à oposição. Desde o começo deste ano, Khadafi enfrenta forte oposição interna e pressão internacional para deixar o poder, depois de quase 42 anos no governo.

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