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Morre Rudolf Brazda, último sobrevivente dos "triângulos rosas" nazistas

O funeral acontecerá na segunda-feira em Mulhouse, ao sul de Bantzenheim

Diogo Menezes
Diogo Menezes
Publicado em 04/08/2011 às 7:52
O funeral acontecerá na segunda-feira em Mulhouse, ao sul de Bantzenheim FOTO:
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ESTRASBURGO, França, 4 Ago 2011 (AFP) - Rudolf Brazda, o último sobrevivente dos "triângulos rosas", os homossexuais internados em campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, morreu na quarta-feira aos 98 anos em Bantzenheim, leste da França. O funeral acontecerá na segunda-feira em Mulhouse, ao sul de Bantzenheim.

Nascido em 26 de junho de 1913 na Saxônia (leste da Alemanha) em uma família tcheca de língua alemã, Brazda foi detido duas vezes nas prisões nazistas, até sua deportação para o campo de Buchenwald (centro da Alemanha) em agosto de 1942 por ter mantido relações homossexuais.
   
Brazda viveu em Kingersheim, perto de Mulhouse, com o companheiro antes de ser internado em junho em Bantzenheim. Foi nomeado cavaleiro da Legião de Honra em abril.
   
Rudolf Brazda foi um dos autores do "Itinerário de um triângulo rosa", no qual relembrou os 32 meses no campo de
concentração, os trabalhos forçados, a presença da morte, as agressões e as humilhações. No campo de Buchenwald, do qual foi libertado em abril de 1945, foi obrigado a usar um triângulo rosa, símbolo que
estigmatizava os homossexuais.
   
Brazda saiu do anonimato em 2008, quando a Alemanha inaugurou um monumento para homenagear os "triângulos rosas" e anunciou que apenas uma testemunha do horror permanecia viva. Um mês depois foi o convidado de honra da "GayPride" de Berlim. Com uma camisa rosa, depositou uma flor diante do novo memorial na presença do prefeito da capital alemã, Klaus Wowerei, também homossexual.

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