ZONA DO EURO

Ministro italiano quer ação rápida para crise da dívida

Para ministro das Finanças italiano, Giulio Tremonti, região tem mudar sua governança

Jacques Waller
Jacques Waller
Publicado em 24/09/2011 às 19:40
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O ministro das Finanças da Itália, Giulio Tremonti, pediu neste sábado (24) que a zona do euro adote medidas extraordinárias para resolver a crise da dívida soberana, pedindo ao bloco que aja o mais rápido possível porque o "tempo está se esgotando". "Tempo é estratégico e há muito pouco sobrando. Já perdemos muito tempo", disse Tremonti durante uma entrevista à imprensa na reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. "Não se pode resolver problemas extraordinários por meios comuns".

Tremonti disse que a zona do euro deveria reformar "imediatamente" sua governança, e acrescentou que o processo político deveria resultar na emissão dos bônus da zona do euro, medida que vem sendo repetidamente rejeitada pelos principais países do bloco, como França e Alemanha.

"A palavra proibida euro-bônus tem circulado aqui, embora na sua forma menos agressiva e inovadora, que não requer uma alteração nos tratados", afirmou Tremonti, referindo-se à emissão de títulos comuns de dívida dos países membros do euro no valor equivalente até 60% do Produto Interno Bruto desses países.

Os bônus comuns da zona do euro, que tem sido considerados como a solução mais radical para o problema da dívida soberana do bloco, pode representar uma ameaça, pois os países com finanças públicas não saudáveis se beneficiariam de uma nota de classificação de risco melhor dos países que estão com suas contas fiscais em dia.

Em outras declarações, Tremonti negou que a Itália esteja em negociação com a China para que a segunda maior economia do mundo investa parte dos seus US$ 3,5 trilhões de reservas internacionais para comprar títulos da dívida pública italiana assim como participações acionárias de empresas estatais italianas. Autoridades chinesas, informou o ministro italiano, viajaram no início do mês para Roma para estudar uma aplicação financeira num novo fundo lançado pelo banco estatal italiano Cassa Depositi e Prestiti. "Nunca houve um pedido por ajuda da China, ou uma solicitação para a compra de nossos títulos públicos", afirmou Tremonti. As informações são da Dow Jones.

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