SUÉCIA

Estudo da expansão do universo rende Nobel de Física

Perlmutter, de 52 anos, dirige o Projeto de Cosmologia Supernova na Universidade da Califórnia, em Berkeley

Aline Souza
Aline Souza
Publicado em 04/10/2011 às 9:57
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Três cientistas nascidos nos Estados Unidos ganharam o Nobel de Física nesta terça-feira (4), por um estudo sobre as explosões de estrelas que descobriu que a expansão do universo está se acelerando. A Academia Real de Ciências da Suécia anunciou que o norte-americano Saul Perlmutter dividirá o prêmio de US$ 1,5 milhão (10 milhões de coroas suecas) com seu compatriota Adam Riess e com o cidadão norte-americano e australiano Brian Schmidt "pela descoberta da expansão acelerada do universo através de observações de supernovas distantes". As descobertas do trio "contribuíram para a descoberta de um universo que em grande medida é desconhecido para a ciência", segundo a academia.

Perlmutter, de 52 anos, dirige o Projeto de Cosmologia Supernova na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Schmidt, de 44 anos, comanda a equipe de investigação High-z Supernova, na Universidade Nacional Australiana de Weston Creek. Já Riess, de 42 anos, é catedrático de Astronomia na Universidade Johns Hopkins e do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial em Baltimore, Maryland.

Trabalhando em duas equipes de pesquisa separadas nos anos 1990 - Perlmutter em uma e Schmidt e Riess na outra -, os cientistas atuaram para mapear a expansão do universo a partir da análise de um tipo particular de supernovas, corpos celestes surgidos após a explosão de estrelas.

"Durante quase um século se sabe que o universo está se expandindo como consequência do Big Bang, há cerca de 14 bilhões de anos", afirma o texto da academia sueca. "Porém a descoberta de que esta expansão está se acelerando é incrível. Se a expansão continuar a se acelerar, o universo terminará em gelo", nota o comunicado.

Schmidt estava sentado para jantar com sua família, em Camberra, quando o telefone tocou. "Eu tive uma suspeita quando ouvi uma voz sueca", comentou ele em entrevista à Associated Press. Segundo o cientista, seus joelhos ficaram bambos ao receber a notícia.

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