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Presidente da Colômbia extingue agência de serviços secretos envolvida em ações ilegais

Ao longo da sua existência, a agência esteve envolvida em vários escândalos, como escutas telefônicas, ocorridas durante o governo de Álvaro Uribe

Lorena Tapavicsky
Lorena Tapavicsky
Publicado em 01/11/2011 às 7:47
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Brasília –  O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, extinguiu com a Agência dos Serviços Secretos do país. A agência era alvo de denúncias sobre a participação direta de paramilitares e acusada de perseguição política de integrantes da oposição e grupos de defesa dos direitos humanos.

Santos disse que algumas das funções da agência, que era subordinada ao Departamento Administrativo de Segurança, e serão assumidas de forma ampliada pelo Estado. A agência funcionou por 58 anos.

Porém, ao longo da sua existência, a agência esteve envolvida em vários escândalos, como escutas telefônicas, ocorridas durante o governo de Álvaro Uribe (2002-2010) - que antecedeu Santos. Há menos de dois meses, o Tribunal Supremo de Justiça condenou o ex-diretor da agência Jorge Noguera Cotes a 25 anos de prisão.

Pelo menos uma dezena de funcionários e ex-funcionários da agência foi processada e condenada por espionagem, incluindo María del Pilar Hurtado, que dirigiu a agência de 2007 a 2008 e que recebeu asilo no Panamá em 2010.

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