CONFLITO

Rússia não permitirá ação militar na Síria, diz Lavrov

Assad, que está sob pressões crescentes, disse no domingo (30) à televisão estatal russa que espera continuar a receber apoio de Moscou

Fábio Jardelino
Fábio Jardelino
Publicado em 01/11/2011 às 14:48
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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta terça-feira (1°) que seu país se oporá totalmente a uma intervenção no estilo militar, parecida a que ocorreu na Líbia, na Síria. "Se depender de nós, não pensamos em permitir que nada desse tipo seja repetido", disse Lavrov. Questionado sobre se Moscou manterá o apoio ao regime do presidente sírio Bashar Assad, o chanceler russo disse: "Nós não estamos protegendo nenhum regime". Assad enfrenta desde março uma revolta contra seu regime autoritário, que já deixou mais de 3 mil mortos, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

"Nós temos muitas questões, após o Conselho de Segurança da ONU ter adotado a resolução sobre a Líbia" que permitiu as operações de bombardeio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para proteger civis, disse o chanceler russo.

Um mês após o começo da rebelião contra Muamar Kadafi, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a resolução 1.973, a qual permitiu "todas as medidas necessárias" para impor uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia para proteger civis.

"Se depender de nós, eu não acho que permitiremos que qualquer coisa desse tipo se repita" na Síria, disse Lavrov, após um encontro ministerial entre a Rússia e os países árabes do Golfo Pérsico em Abu Dabi. O chanceler russo foi questionado sobre se algo parecido ao que ocorreu na Líbia poderá acontecer na Síria.

Assad, que está sob pressões crescentes, disse no domingo à televisão estatal russa que espera continuar a receber apoio de Moscou, informa a agência France Presse (AFP).

As informações são da Dow Jones.



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