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Conselho de Segurança da ONU volta a se reunir para cobrar fim da violência na Síria

Pedido é para que o governo Assad cesse ?imediatamente? as agressões, retirando as Forças Armadas das cidades e libertando os manifestantes

Aline Souza
Aline Souza
Publicado em 07/03/2012 às 7:15
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BRASÍLIA – A onda de violência na Síria, que completou um ano neste mês, leva o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a se reunir mais uma vez. Os representantes dos Estados Unidos apresentaram proposta de resolução sobre a Síria, que exige do governo do presidente Bashar Al Assad o fim da repressão contra as manifestações populares.

No texto apresentado pelos norte-americanos o pedido é para que o governo Assad cesse  “imediatamente” as agressões, retirando as Forças Armadas das cidades e libertando os manifestantes. “Não penso que devamos esperar alguma coisa em particular”, disse a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice.

O assunto vai ser analisado nesta quarta-feira (7) pelos demais membros permanentes do órgão – China e Rússia, parceiros tradicionais dos sírios, França e Reino Unidos. Os dez integrantes não permanentes do conselho também devem participar dos debates.

Na terça (6), os embaixadores dos cinco países permanentes do conselho se reuniram com o representantes de Marrocos, que fala em nome dos árabes no órgão, na tentativa de fechar um acordo sobre a resolução.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Guennadi Gatilov, disse que a proposta é “uma versão ligeiramente modificada do documento anterior, ao qual tinha sido apresentado um veto”. De acordo com diplomatas estrangeiros que acompanham o assunto, não deve haver avanços hoje nas negociações.

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