indenização

Empresa responsável por mina pagará US$ 5 milhões ao governo chileno

Não há informações oficiais sobre o custo total da operação, mas a estimativa é que o governo chileno gastou em torno de US$ 22 milhões

Davi Barboza
Davi Barboza
Publicado em 07/03/2012 às 10:20
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BRASÍLIA – O Conselho de Defesa do Estado do Chile determinou que os responsáveis pela empresa de mineração San Esteban paguem US$ 5 milhões ao governo chileno pelo acidente que soterrou 33 mineiros em 2010. Os trabalhadores ficaram 70 dias a 700 metros de profundidade, na região do Deserto de Atacama, no Norte do país. O resgate bem-sucedido de todos foi considerado histórico.

No ano passado, um representante dos mineiros encaminhou à Justiça do Chile pedido de indenização por danos e prejuízos no valor total de US$ 7,7 milhões. A ação é movida contra o governo do presidente chileno, Sebastián Piñera, mas ainda não foi julgada.

Em 2010, as autoridades chilenas pediram ajuda à Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, para resgatar os 33 mineiros que ficaram soterrados depois do desmoronamento na mina onde trabalhavam.

Não há informações oficiais sobre o custo total da operação, mas a estimativa é que o governo chileno gastou em torno de US$ 22 milhões. O esquema de resgate foi cuidadosamente estudado por autoridades chilenas, norte-americanas e mexicanas.

No resgate, todos os mineiros soterrados foram salvos. A operação durou cerca de 48 horas e foi transmitida ao vivo do Chile para o restante do mundo. Líderes internacionais, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parabenizaram Piñera pela ação.

O acidente, porém, abriu um debate internacional sobre a segurança nas minas. O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan Somavia, elogiou o resgate, mas advertiu que os mineiros do Chile foram vítimas da falta de segurança adequada no local em que trabalhavam. Segundo ele, é constante o risco nos ambientes de trabalho. O setor de mineração envolve 1% da mão de obra no mundo. 

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