direitos humanos

Cerca de 50 integrantes do grupo Damas de Branco são presas em Havana

ativistas foram presas durante uma marcha silenciosa em direção à igreja da capital cubana, onde pretendiam se manifestar pedindo a libertação de presos políticos

Milton Raulino
Milton Raulino
Publicado em 19/03/2012 às 8:15
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BRASÍLIA – Mais de 50 ativistas do grupo de direitos humanos Damas de Branco, que critica o governo cubano, foram presas nesse domingo (18) em Havana, capital do país. A informação foi confrmada pela porta-voz da organização, Berta Soler. As ativistas foram presas durante uma marcha silenciosa em direção à igreja de Havana, onde pretendiam se manifestar pedindo a libertação de presos políticos.

Integrantes do grupo disseram que a pressão das autoridades cubanas aumentou às vésperas da visita do papa Bento XVI ao país. Na próxima semana, o papa visitará pela primeira vez a região. Na ocasião, ele deve se reunir com várias autoridades, mas não há conversas agendadas com dissidentes políticos.

O  grupo Damas de Branco foi criado há nove anos por mulheres de presos políticos. A organização foi reprimida em várias ocasiões pelas autoridades cubanas. A visita do do papa Bento XVI tem gerado expectativa no país.

Nos últimos dois anos, a Igreja Católica de Cuba é a principal intermediadora das  negociações para a libertação de vários presos políticos. Na semana passada, 13 dissidentes que ocupavam uma igreja foram presos pela polícia.

Depois de décadas de repressão a grupos religiosos em Cuba, o regime comunista estreitou as relações com a Igreja Católica desde a visita do papa João Paulo II ao país, em 1998. Além de mediar conversações para a libertação de prisioneiros, a Igreja Católica tenta expandir sua influência entre os cubanos.

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