EUA

Batalha judicial por leilão de tiranossauro de 70 milhões de anos

O esqueleto reconstituído e quase completo deste Tarbossaurus bataar, foi exportado ilegalmente para a Flórida em março de 2010

Juliana Regis
Juliana Regis
Publicado em 19/06/2012 às 14:04
Foto: HO / USANYS / AFP
O esqueleto reconstituído e quase completo deste Tarbossaurus bataar, foi exportado ilegalmente para a Flórida em março de 2010 - Foto: HO / USANYS / AFP
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NOVA IORQUE - A justiça nova-iorquina iniciou um procedimento para devolver à Mongólia um esqueleto de tiranossauro roubado no deserto de Gobi e leiloado em Nova Iorque no mês passado, informou a promotoria de Manhattan.

O esqueleto reconstituído e quase completo deste Tarbossaurus bataar, primo mais novo do Tiranossaurus Rex que viveu no período Cretáceo há cerca de 70 milhões de anos, foi exportado ilegalmente para a Flórida (sudeste dos Estados Unidos) a partir da Grã-Bretanha em março de 2010.

O esqueleto foi leiloado no dia 20 de maio em Nova Iorque por 1,05 milhão de dólares pela casa Heritage Auctions, com sede em Texas (sul), segundo o promotor de Manhattan, Preet Bharara.

De acordo com a denúncia apresentada no tribunal federal de Manhattan, os documentos da alfândega foram falsificados, davam como país de origem do esqueleto a Grã-Bretanha, e afirmavam, entre outras coisas, que se tratava de duas cabeças de réptil. Seu valor foi estimado em 15.000 dólares, quando o esqueleto foi oferecido a um preço base de 950.000 dólares.

Antes da venda, o governo da Mongólia obteve de um tribunal do Texas a proibição da venda e traslado do esqueleto.

Apesar disso, a venda foi realizada, mas o leiloeiro concordou em congelar a transação até que o caso seja decidido pela justiça.

O esqueleto, que segundo as autoridades da Mongólia foi descoberto entre 1995 e 2005 a oeste do deserto de Gobi, espera agora uma decisão sobre seu destino, o que poderá levar anos.

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