no México

EUA pedem mais tempo para Grécia

"Há muito espaço de negociação para as duas partes" e é possível discutir um novo acordo que dê mais tempo à Grécia para cumprir com suas obrigações, disse a subsecretária do Tesouro americano, Lael Brainard

Milton Raulino
Milton Raulino
Publicado em 19/06/2012 às 10:19
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LOS CABOS - Os Estados Unidos pediram nesta segunda-feira à União Europeia e ao FMI que renegociem com a Grécia para permitir que Atenas tenha mais tempo para cumprir os compromissos assumidos com o plano de socorro.

"Há muito espaço de negociação para as duas partes" e é possível discutir um novo acordo que dê mais tempo à Grécia para cumprir com suas obrigações, disse a subsecretária do Tesouro Lael Brainard na cidade mexicana de Los Cabos (noroeste), sede da cúpula do G20.

"Esperamos ver de parte dos sócios europeus e do FMI (Fundo Monetário Internacional) o reconhecimento de que o programa da Grécia descarrilou durante um tempo em parte porque houve um prolongado processo político e ficaram sem governo", destacou Brainard.

"Sempre há nos programas de estabilização, financeiros, fiscais e estruturais, a capacidade de aceitar a necessidade de se dar um pouco mais de tempo, aceitar que os resultados econômicos não saíram como estavam originalmente programados".

"Assim, acredito que há espaço para que as duas partes avancem e, desde agora, vamos apoiá-las", concluiu. As eleições gerais gregas deste domingo deram a vitória ao partido conservador Nova Democracia, partidário do euro, mas por pequena margem. Como consequência, o FMI se manifestou aberto a uma renegociação dos elementos do crédito de 130 bilhões de euros concedido a Atenas.

A Alemanha, que tem um papel-chave na União Europeia, admitiu ampliar o prazo sobre a questão do déficit grego, mas o líder da Nova Democracia, Antonis Samaras, rejeita o aumento de impostos e o corte de salários e pensões, como ficou acertado com os parceiros europeus em troca do socorro financeiro.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que teme que as turbulências na Europa arrastem a economia mundial e coloquem em risco sua reeleição em novembro, planeja se reunir com os líderes europeus para discutir a crise da dívida.

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