China

Siderúrgica chinesa diz que usina no Brasil não foi descartada

O local estava programado para entrar em funcionamento no próximo ano com uma produção anual de aço de cinco milhões de toneladas

Juliana Regis
Juliana Regis
Publicado em 05/07/2012 às 10:23
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PEQUIM - A companhia siderúrgica chinesa Wuhan Iron and Steel (Wisco) afirmou nesta quinta-feira (5) que o plano para construir uma usina de 5 bilhões de dólares no Brasil foi apenas adiado e negou informações da imprensa de que o projeto teria sido descartado.

"O trabalho está avançando lentamente. Mas nunca anunciamos um fim a ele", afirmou o chefe de publicidade da gigante do aço chinesa, Sun Jing, à AFP.

"Precisamos realizar cuidadosos estudos de viabilidade para fazer uma avaliação abrangente e a análise de vários riscos. Só vamos investir quando o retorno ao investimento for garantido", disse.

No âmbito do acordo assinado em 2010 com a brasileira LLX - do grupo EBX, do empresário Eike Batista - a usina estava programada para entrar em funcionamento no próximo ano com uma produção anual de aço de cinco milhões de toneladas.

Se fosse concretizado, o projeto seria o investimento chinês mais importante realizado no Brasil e o maior da China em uma empresa estrangeira, como chegou a afirmar o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

O jornal 21st Century Business Herald informou nesta semana que a empresa chinesa desistiu do projeto devido ao seu alto custo, à queda da demanda por aço e à impossibilidade de garantir um fornecimento de carvão coque estável para o funcionamento da usina.

Sun Jing informou que estudos de viabilidade descobriram que o projeto enfrentava "muitas dificuldades" e que a companhia precisaria calcular se o investimento traria lucros.

Peng Weike, funcionário da gigante do aço chinesa, afirmou que é difícil dizer por quanto tempo a construção usina será adiada nesta fase.

"O que podemos dizer é que os estudos ainda estão em andamento. Não podemos dizer quando um relatório de viabilidade será disponibilizado porque ainda estamos analisando alguns dados", disse à AFP.

Segundo os termos do acordo, a Wisco teria 70% do capital e a EBX 30%.

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