américa latina

Venezuela denunciará CIDH 'nas próximas horas'

Nação acusa Comissão de Direitos Humanos de tomr decisões "aberrantes" contra o país governado por Chávez

Milton Raulino
Milton Raulino
Publicado em 27/07/2012 às 9:09
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CARACAS - A Venezuela fará "nas próximas horas" a denúncia oficial do acordo que deu origem à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), a quem acusa de tomar decisões "aberrantes" contra o país sul-americano, informou nesta quinta-feira (26) o chanceler Nicolás Maduro.

"Nas próximas horas será entregue em Washington, no escritório da Secretaria Geral (da Organização de Estados Americanos) o documento oficial de denúncia da Convenção Interamericana", disse Maduro se referindo ao acordo que gere a CIDH e a Corte Interamericana de Direitos Humanos.

"É lamentável ter que dar esse passo, mas a Venezuela foi obrigada, dadas as decisões aberrantes e abusivas que foram tomadas contra nosso país durante 10 anos" pelo organismo regional, acrescentou o chanceler durante um ato político do presidente Hugo Chávez.

Desde o final de abril, o governo venezuelano ameaçou abandonar o sistema interamericano de direitos humanos, que inclui a CIDH e a Corte Interamericana de Direitos Humanos, que é gerida pela Convenção do mesmo nome.

Na terça-feira, Chávez retomou a denúncia, dias depois de a Corte acusar a Venezuela de maus-tratos a um acusado de terrorismo durante sua prisão em Caracas. "Nenhum país da Europa nem os Estados Unidos aceitaria que a CIDH protegesse um terrorista", afirmou Maduro.

O governo venezuelano também acusa a Comissão de ter reconhecido o governo golpista que o tirou brevemente do poder na Venezuela em 2002. "A comissão reconheceu os golpistas e negou o apoio ao presidente Hugo Chávez, a partir daí começou uma série de ações que transformaram a Comissão e a Corte em instrumentos de desestabilização", disse o chanceler.

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