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Correa quer diálogo com Reino Unido e Suécia sobre Assange

Para o presidente do Equador, outra alternativa seria o Reino Unido conceder "um salvo-conduto para que (Assange) abandone a embaixada do Equador em Londres com total segurança e possa ir para outro país

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Publicado em 25/08/2012 às 9:35
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Para o presidente do Equador, outra alternativa seria o Reino Unido conceder "um salvo-conduto para que (Assange) abandone a embaixada do Equador em Londres com total segurança e possa ir para outro país - FOTO: Foto: AFP
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QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta sexta-feira (24) que retomará o diálogo com o Reino Unido e a Suécia sobre a crise provocada pelo asilo concedido ao fundador do site WikiLeaks, o australiano Julian Assange, refugiado na embaixada equatoriana em Londres.

"Continuaremos com o diálogo com o Reino Unido e a Suécia para resolver este impasse envolvendo o senhor Julian Assange", disse o presidente socialista após a Organização dos Estados Americanos aprovar uma resolução de apoio a Quito e pedir o diálogo entre as partes.

"Jamais negociando com os direitos humanos, mas sempre aberto ao diálogo para encontrar uma saída adequada, que pode ser a garantia de extradição do senhor Assange apenas para a Suécia, e não a um terceiro país".

Correa estimou que outra alternativa seria o Reino Unido conceder "um salvo-conduto para que (Assange) abandone a embaixada do Equador em Londres com total segurança e possa ir para outro país, inclusive o Equador".

Assange, 41 anos, é objeto de um pedido de extradição da Suécia para que responda por acusações de agressão sexual que ele nega ter cometido.

O fundador do WikiLeaks teme que a Suécia o extradite para os Estados Unidos, onde é investigado por espionagem pela publicação de milhares de documentos sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão, além de telegramas confidenciais do Departamento de Estado, o que poderia resultar em uma condenação à prisão perpétua ou pena de morte.

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