Crise

Para Prodi, fim da unanimidade no BCE é um avanço

Na última quinta-feira, o BCE anunciou um programa de compras de bônus, para tentar reduzir os custos de financiamento para os países debilitados da zona do euro

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 07/09/2012 às 17:07
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O ex-presidente da Comissão Europeia Romano Prodi disse nesta sexta-feira (7) que o fim da unanimidade no conselho do Banco Central Europeu (BCE) é um avanço. "A unanimidade é uma fantasia que tem impedido a Europa de avançar. O fim da unanimidade é a premissa para a democracia", disse ele em uma entrevista para a rádio italiana Radio24.

Na quinta-feira (6), o BCE anunciou um novo programa de compras de bônus, para tentar reduzir os custos de financiamento para os países debilitados da zona do euro. Mas a decisão não foi unânime. O presidente do banco central alemão, Jens Weidmann, votou contra a medida, que ele considera uma forma de financiar os governos do bloco, o que é proibido pelos estatutos do BCE.

Para Prodi, a condicionalidade atrelada ao novo programa do BCE - que só vai comprar bônus em paralelo com os fundos de resgate da zona do euro - não deve ser vista como um "pagamento" do país beneficiado pela ajuda que está recebendo. "O BCE não é uma entidade estrangeira, é uma instituição da qual a Itália participa", argumentou.

Prodi, que também é ex-primeiro-ministro da Itália, contestou uma afirmação do atual premiê, Mario Monti, que disse que o país deve voltar a crescer muito em breve, após quatro trimestres consecutivos de recessão. "Não há sinais de recuperação. Nenhum" afirmou. Ele também negou que tenha intenção de se candidatar à presidência da Itália.

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