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Mursi diz que poderes especiais são temporários e pede diálogo

Diogo Menezes
Diogo Menezes
Publicado em 25/11/2012 às 17:03
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CAIRO - O presidente do Egito, Mohamed Mursi, disse neste domingo que os poderes especiais que assumiu por decreto são temporários, e convocou o país para um "diálogo democrático". "A presidência reafirma a natureza temporária destas medidas, que são destinadas a concentrar os poderes (...) exatamente para se evitar qualquer tentativa de questionar ou acabar com as instituições eleitas democraticamente: a Câmara Alta do Parlamento e a Assembleia Constituinte", assinala o comunicado.
   
Esta declaração é necessária para garantir que os culpados de corrupção e de outros crimes durante o regime precedente e no período de transição prestem contas. O comunicado também assinala "o engajamento da presidência em convidar todas as forças políticas ao diálogo democrático (...) visando um consenso nacional sobre a Constituição, que será a pedra fundamental das instituições egípcias modernas".
   
Mursi é alvo de protestos desde que firmou a "declaração constitucional" de 22 novembro, na qual assumiu amplos poderes, tornando suas decisões inapeláveis na justiça.
   
O decreto de Mursi provocou a ira da oposição, que acusou o presidente de se comportar como um faraó e de ameaçar a independência do poder judiciário. Diante das afirmações da presidência de que os poderes especiais de Mursi são temporários, os partidos e movimentos da oposição têm afirmado que "não existe ditadura temporária".

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