tensão

Líder pede união no 2º aniversário da queda de Kadafi

Ele também prometeu combater a pobreza e a marginalização

Rafael Carvalheira
Rafael Carvalheira
Publicado em 17/02/2013 às 20:58
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O líder da Líbia, Mohammed el-Megarif, pediu união no país do norte da África, que celebra neste domingo o segundo aniversário da revolta que derrubou o ditador Muamar Kadafi mas deixou o país sem leis e com profundos problemas econômicos. Em discurso a milhares de pessoas, El-Megarif instou a população a "se juntar aos soldados e resolver nossas diferenças para construir uma nação".

El-Megarif também prometeu combater a pobreza e a marginalização e a dar aos líbios dinheiro extra para marcar a ocasião. O líder não especificou o valor a que se referia ou como ele seria distribuído. O discurso foi feito em Benghazi, uma cidade no leste da Líbia que foi o berço da revolta contra Kadafi, em 2011.

O país tem sido afetado por instabilidade e violência desde o fim do regime do ditador e Benghazi se tornou uma das áreas mais prejudicadas, vulnerável a milícias armadas e militantes muçulmanos. El-Megarif fez uma referência ao aumento do radicalismo islâmico na Líbia e prometeu que não permitirá que o país se transforme em "uma incubadora de terrorismo e violência".

Em uma aparente tentativa de acalmar os militantes, o líder líbio também prometeu que a próxima Constituição do país vai declarar explicitamente o Islã como religião e que a lei islâmica, a shariah, será a principal fonte da legislação.

A celebração deste domingo foi realizada com fortes medidas de segurança. Veículos do exército bloquearam avenidas que levavam ao local do discurso e atiradores foram posicionados no alto de edifícios próximos. Em uma evidência do profundo ressentimento em Benghazi com relação ao governo central na capital Trípoli, vários jovens entre a multidão que acompanhava o discurso interromperam El-Megarif diversas vezes com gritos de protestos.

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