Vaticano

Em missa inaugural, Papa Francisco pede ao mundo que evite a destruição e a morte

Primeiro Papa jesuíta fez o pedido pela paz ante multidão de fiéis e dirigentes de todo o mundo, na Praça de São Pedro

Da AFP
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Publicado em 19/03/2013 às 8:18
Foto: FILIPPO MONTEFORTE FILIPPO MONTEFORTE / AFP
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O Papa Francisco pediu nesta terça-feira (19), na missa de inauguração de seu pontificado na Praça de São Pedro, a defesa do meio ambiente e solicitou aos vários dirigentes que acompanhavam a cerimônia que não deixem que "os sinais de destruição e morte" guiem o mundo.

O novo pontífice, que se definiu como um "humilde" servo, iniciou seu pontificado com um forte pedido de defesa da "criação, a beleza", o "respeito às criaturas de Deus e ao entorno em que vivemos", inspirado em São Francisco de Assis, o santo dos pobres e defensor da natureza e da paz.

O primeiro Papa jesuíta, que optou pelo nome de Francisco em homenagem ao santo italiano do século XIII, fez o pedido pela paz ante 132 dirigentes de todo o mundo presentes, incluindo 31 chefes de Estado, boa parte deles da América Latina.

"Gostaria de pedir, por favor, a todos os que ocupam postos de responsabilidade no âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos 'custódios' da criação, do desígnio de Deus, inscrito na natureza, guardiães do outro, do meio ambiente; não deixemos que os sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo", disse no altar instalado no centro da esplanada.

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Papa Francisco recebeu símbolos do pontificado e saudou multidão na Praça de São Pedro - Foto: FILIPPO MONTEFORTE FILIPPO MONTEFORTE / AFP
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Papa Francisco recebeu símbolos do pontificado e saudou multidão na Praça de São Pedro - Foto: FILIPPO MONTEFORTE FILIPPO MONTEFORTE / AFP
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Papa Francisco recebeu símbolos do pontificado e saudou multidão na Praça de São Pedro - GABRIEL BOUYS GABRIEL BOUYS / AFP
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Papa Francisco recebeu símbolos do pontificado e saudou multidão na Praça de São Pedro - Foto: FILIPPO MONTEFORTE FILIPPO MONTEFORTE / AFP
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O Papa argentino, que recordou seu "venerado predecessor", o papa emérito Bento XVI, o primeiro pontífice da era moderna que renunciou ao cargo, mencionou também João Paulo II e pediu aos membros da Igreja que se inspirem em São José, "um homem forte, corajosos e trabalhador", mas de "grande ternura". "Não devemos ter medo da bondade, da ternura", disse.

"Nunca esqueçamos que o verdadeiro poder é o serviço e que também o Papa, para exercer o poder, deve entrar cada vez mais neste serviço que tem seu cume luminoso na cruz, deve colocar seus olhos no serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para proteger todo o povo de Deus e acolher com afeto e ternura toda a humanidade, especialmente os mais pobres, frágeis, os pequenos", completou.

Diante de vários presidentes da América Latina, incluindo a argentina Cristina Kirchner e a brasileira Dilma Rousseff, o primeiro Papa de língua espanhola explicou como entende o comando da Igreja, uma instituição com 1,2 bilhão de fiéis e que passa por uma grave crise de credibilidade após uma série de escândalos.

Com perguntas e respostas, Francisco centrou a homilia na figura de São José, "custódio" de Maria e de Jesus, mas também da Igreja. "Como vive José na custódia de Maria, de Jesus e da Igreja? "Sempre disponível", respondeu, antes de afirmar que "José é custódio porque sabe escutar Deus" e "sabe ler com realismo os acontecimentos", completou.

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