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Advogado diz que torcedores brasileiros presos na Bolívia já foram libertados

O defensor não soube precisar, no entanto, quando os torcedores chegarão ao Brasil.

Agência Brasil
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Publicado em 24/07/2013 às 16:58
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Os cinco torcedores brasileiros detidos na Bolívia desde fevereiro já foram libertados, informou nesta quarta-feira (24) o advogado Davi Gebara Neto, da Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians. De acordo com Gebara, os corintianos “já saíram e já estão em procedimento de retorno”. O advogado não soube precisar, no entanto, quando os torcedores chegarão ao Brasil.

Os cinco torcedores fazem parte do grupo de 12 corintianos que foram acusados pela morte do adolescente boliviano Kevin Spada, atingido por um sinalizador, durante um jogo entre o Corinthians e o San José, válido pela Taça Libertadores da América, em Oruro, na Bolívia. Os outros sete acusados foram libertados no início de junho.

Todos os presos negam o envolvimento na morte de Spada. Menos de uma semana depois do incidente, um adolescente, sócio da Gaviões da Fiel, apresentou-se à Justiça brasileira como autor do disparo do sinalizador. Segundo o advogado da torcida, a apuração do caso deve continuar na Justiça brasileira. “Resta à Justiça brasileira fazer o procedimento investigatório”, ressaltou.

O Ministério da Justiça do Brasil informou hoje que a Justiça boliviana em Oruro emitiu um relatório conclusivo sobre uma doação de US$ 50 mil feita pelo Corinthians à família de Kevin. Depois da doação, era esperada a soltura dos cinco torcedores envolvidos no caso. "Esse tipo de composição só tem sucesso após um diálogo cuidadoso, que permite aos envolvidos compreender os benefícios da Justiça Restaurativa", disse defensor público-geral boliviano, Haman Córdova, conforme nota do Ministério da Justiça.

Por isso, acrescentou Córdova, o Ministério da Justiça atuou como facilitador nesse diálogo, com o apoio da Defensoria Pública da União e da embaixada brasileira na Bolívia. Os representantes do governo brasileiro estiveram na Bolívia nas últimas três semanas para negociar a libertação dos torcedores presos.

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