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Comunidade internacional analisa possibilidade de intervenção armada na Síria

Especialistas avaliam que uma intervenção armada externa refletirá em todo o Oriente Médio e no Norte da África

Artur Portela
Artur Portela
Publicado em 26/08/2013 às 8:15
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O agravamento da situação na Síria, depois das mortes de civis, principalmente crianças, supostamente por armas químicas acirrou o debate sobre uma possível intervenção militar externa no país. Os governos do Reino Unido e da França defendem a discussão, enquanto o da Rússia apelou aos Estados Unidos para que evite a intervenção armada na Síria. Especialistas avaliam que uma intervenção armada externa refletirá em todo o Oriente Médio e no Norte da África.

Vários países muçulmanos, no Oriente Médio e no Norte da África, enfrentam um momento tenso e de instabilidade, como o Egito, o Iêmen, o Barein e, mais recentemente o Líbano. O Brasil é favorável à adoção de medidas multilaterais, no âmbito do Conselho de Segurança das Nações Unidas e recomenda cautela.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, conversou por telefone com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, sobre o tema. Na conversa, Lavrov alertou Kerry sobre as consequências de uma intervenção armada na Síria refletindo no Médio Oriente e da África do Norte. Segundo ele, a ação provocará “processos desestabilizadores em países como o Iraque e a Líbia”.

Lavrov disse que a Rússia “recebeu com profunda preocupação” as informações sobre a preparação das Forças Armadas para intervir no conflito sírio.

Os governos da Rússia e dos Estados Unidos atuam juntos em uma ação, denominada Quarteto, em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) e com o emissário da ONU e da Liga Árabe à Síria, Lakhdar Brahimi. Porém, especialistas condenam a falta de resultados das negociações do grupo.

Ao mesmo tempo, o presidente da França, François Hollande, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, defenderam uma "resposta firme" da comunidade internacional em relação ao possível uso de armas químicas contra civis, na periferia de Damasco, capital síria, no último dia 21. Ambos conversaram por telefone sobre a crise no país.

Hollande também telefonou para o presidente norte-americano, Barack Obama. Ambos decidiram manter o que chamaram de estreito contato e uma resposta comum às agressões. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, disse que as Forças Armadas do país estão prontas para agir.

Para Hollande, “tudo aponta para designar o regime de Damasco como autor dos ataques inaceitáveis", indicando suspeitas por parte do governo do presidente da Síria, Bashar Al Assad.

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