conflito

Equipe da ONU chega a local de ataque químico na Síria

Os integrantes do grupo se reuniram com médicos e vítimas num hospital de campo

Ulysses Gadêlha
Ulysses Gadêlha
Publicado em 26/08/2013 às 15:03
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O grupo de inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU), que foi atacado no caminho para um local que teria sido alvo de um ataque com armas químicas na quarta-feira, chegou ao subúrbio de Moadamiyeh nesta segunda-feira (26). Os integrantes do grupo se reuniram com médicos e vítimas num hospital de campo. 

Franco atiradores dispararam contra a equipe de investigadores da ONU na Síria nesta segunda-feira, segundo Martin Nesirky, porta-voz do órgão internacional. Não houve feridos. "O primeiro veículo da equipe de investigação de armas químicas foi deliberadamente alvejado várias vezes por franco atiradores não-identificados", disse Nesirky.

O governo sírio acusa os rebeldes pelo ataque, mas um representante dos rebeldes afirma que uma milícia pró-governo está por trás do incidente. 

Cerca de uma hora antes de o grupo sair do hotel onde está hospedado, vários morteiros caíram a cerca de 700 metros do local, ferindo três pessoas. Uma das bombas atingiu uma mesquita e danificou seu minarete, segundo o repórter da Associated Press que estava no local. 

Nesirky disse que os carro usado pelo grupo de inspetores "já não é mais aproveitável" após os disparos, o que forçou a equipe a voltar para um posto de verificação do governo para trocar de carro. 

O governo sírio disse que o grupo da ONU foi alvo de disparos feitos por "gangues terroristas" quando entrava em Moadamiyeh, além de afirmar que as forças sírias se responsabilizaram pela segurança da equipe até chegarem a uma posição controlada pelos rebeldes, onde, segundo o governo, o ataque ocorreu. 

"O governo sírio responsabiliza as gangues terroristas pela segurança do grupo da ONU", diz comunicado do governo transmitido pela televisão síria. O regime sírio se refere aos rebeldes que lutam para derrubar Bashar Assad como terroristas. 

No domingo, o governo sírio disse que o grupo teria permissão para investigar o local, mas um graduado funcionário da Casa Branca disse que o acordo é "muito tardio para ser digno de confiança". 

Falando a jornalistas da capital sul-coreana Seul, o secretário-geral da ONU Ban Ki-Moon afirmou que "cada hora conta. Não podemos nos dar ao luxo de sofrer mais atrasos."

"Se for comprovado, o uso de armas químicas por qualquer um em qualquer circunstância é uma séria violação da lei internacional e um crime escandaloso. Não podemos permitir a impunidade no que parece ser um grave crime contra a humanidade", disse Ban.

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