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Ministro russo critica possível ação militar na Síria

Lavrov citou a Líbia e o Iraque como exemplos onde a intervenção militar não resultou em mais estabilidade

Ulysses Gadêlha
Ulysses Gadêlha
Publicado em 26/08/2013 às 12:59
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O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta segunda-feira (26) que não há nenhuma alternativa para resolver o conflito na Síria, a não ser pela via política. 

O ministro também disse que qualquer ação militar sem a aprovação da Organização das Nações Unidas (ONU) é uma "grave" violação da legislação internacional. 

França, Reino Unido, Israel e alguns congressistas dos EUA já disseram que apoiam uma ação militar contra o regime do presidente Bashar Assad como uma opção, caso o uso de armas químicas seja confirmado. 

Lavrov disse em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira que os países que pedem ação "não conseguem fornecer provas" do ataque com armas químicas, e assumem o papel dos "investigadores e do Conselho de Segurança da ONU" em investigar o incidente.

O ministro também culpou a oposição síria de manipular relatos sobre o ataque, a fim de inviabilizar uma conferência de paz sobre a Síria. A Rússia continua empenhada com seus planos de organizar uma conferência internacional em Genebra para resolver a crise da Síria.

"A região está desestabilizada de uma forma sem precedentes", disse ele, pedindo ao mundo para trabalhar em conjunto para acabar com o conflito. As nações "devem enviar um sinal coordenado que não há alternativa para Genebra II", disse ele.

O ministro de Relações Exteriores disse que qualquer ação internacional deve ter base no direito internacional, em vez de a ação unilateral. Qualquer ação militar sem o apoio da ONU seria uma violação "grave" do direito internacional, disse ele.

Ele citou a Líbia e o Iraque como exemplos onde a intervenção militar não resultou em mais estabilidade.

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