conflito

UE pede solução política para Síria

'Quanto mais esperamos, mais complicado se torna', diz a diplomata Catherine Ashton

Ulysses Gadêlha
Ulysses Gadêlha
Publicado em 26/08/2013 às 13:28
Foto: SOEREN STACHE / AFP
'Quanto mais esperamos, mais complicado se torna', diz a diplomata Catherine Ashton - Foto: SOEREN STACHE / AFP
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A situação na Síria precisa ser resolvida através de um processo político, disse a principal diplomata da União Europeia, Catherine Ashton, nesta segunda-feira (26) em uma coletiva de imprensa conjunta com o ministro de Relações Exteriores da Estônia, Urmas Paet. 

"Há apenas uma maneira para encontrar uma solução para o fim do confronto", disse Ashton. No final, encontrar uma solução política pacífica é o que "temos que fazer".

Ela disse que qualquer conflito que se arrasta por algum tempo - no qual as pessoas têm cometido atos horríveis - precisa acabar com uma analisa sobre como resolver as coisas pacificamente. 

"Quanto mais esperamos, mais complicado se torna", disse ela. "Por quanto mais tempo o conflito se estende, mais todos os países da região sofrem."

Ashton disse que, se os inspetores das Nações Unidas determinar que houve um ataque de armas químicas, eles primeiro têm de apresentar um relatório ao Conselho de Segurança da ONU. A equipe está investigando o possível ataque com armas químicas nos arredores de Damasco. 

"Estamos pedindo que os grupos venham e encontrem uma solução política que permita que todos os ataques sejam interrompidos e as pessoas tenham um futuro. Tudo começou com manifestações pacíficas nas ruas, garantindo que o país poderia ter um futuro democrático", disse Ashton. 

"Agora todo mundo está realmente horrorizado com os relatos de um possível ataque químico em Damasco. Temos de encontrar uma maneira de interromper a violência e uma maneira de trazer a segurança de volta ao país. No final, mais importante é que temos de encontrar uma solução política e temos que encontrá-la rapidamente."

O ministro de Relações Exteriores da Estônia, Urmas Paet, acrescentou que apoia a posição da UE e que, quando se trata de Síria, a prioridade é acabar com a guerra civil por meios políticos.

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