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Veículo da ONU que investiga uso de armas químicas na Síria é alvo de ataque

O ataque foi realizado por atiradores de elite em uma área de segurança, onde não deveria haver pessoas armadas

Ulysses Gadêlha
Ulysses Gadêlha
Publicado em 26/08/2013 às 17:06
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Brasília – Um dos veículos usados pela equipe da Organização das Nações Unidas (ONU) que está na Síria para investigar se foram usadas armas químicas no país foi atingido nesta segunda-feira (26) por múltiplos tiros. O ataque foi realizado por atiradores de elite em uma área de segurança, onde não deveria haver pessoas armadas. A informação foi divulgada há pouco no site da ONU, pelo porta-voz do secretário-geral da organização, Ban Ki-moon.

A missão de peritos estrangeiros da ONU começaria hoje as investigações sobre o uso de armas químicas nos conflitos no país. No último dia 21, mais de 700 pessoas morreram na periferia de Damasco, capital síria. Com o primeiro carro do comboio atingido, a equipe voltou em segurança para uma base do governo.

De acordo com informações da ONU, assim que o veículo for substituído os peritos voltarão à região onde centenas de pessoas morreram supostamente vítimas do uso de armas químicas. O órgão internacional pediu a colaboração de representantes de todos os lados do conflito para que os especialistas, que estão no país há quase uma semana, consigam concluir as investigações em segurança.

A chanceler alemã, Angela Merkel, cobrou hoje (26) uma resposta "clara e conjunta" da comunidade internacional ao regime sírio, caso se confirme que as tropas leais a Bashar Al Assad mataram centenas de pessoas com armas químicas. Merkel tem mantido contato telefônico com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e com o presidente francês, François Hollande, desde o último sábado (24), para acompanhar os desdobramentos da investigação.

O porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, foi uma das autoridades a endossar as denúncias feitas pela oposição ao governo sírio, afirmando que há "grande probabilidade" das autoridades terem usado “gás venenoso" durante os ataques no país.

Hoje (26), o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, criticou as tentativas de interferências na Síria. Segundo ele, as ameaças dos países ocidentais de aplicar um golpe militar contra a Síria contradizem os acordos firmados na Cimeira do G8 em Loug Erne, na Irlanda do Norte. O G8 é o grupo dos países mais industrializados e desenvolvidos do mundo, formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia.

Lavrov destacou que a declaração da cimeira deixou claro que qualquer informação sobre o uso de armas químicas na Síria deve ser investigada de forma pormenorizada e profissional e disse que as autoridades ocidentais que acusam o regime de Damasco de "ter ultrapassado a linha vermelha" sem apresentar provas do uso de armas químicas estão tentando substituir os peritos e o Conselho de Segurança da ONU.

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