defesa aérea

Aviões de Taiwan sobrevoam área declarada pela China

O ministro da defesa afirmou que a força aérea do país monitoraria as aeronaves chinesas se elas entrassem no espaço aéreo de Taiwan, mas isso ainda não foi necessário

Da Agência Estado
Da Agência Estado
Publicado em 02/12/2013 às 12:42
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Taiwan anunciou que seus aviões militares realizaram vários voos na recém declarada expansão da Zona de Identificação e Defesa Aérea da China, que sobrepõe uma zona similar de Taiwan.

A informação foi dada pelo ministro da Defesa, Yen Ming, ao responder a questionamentos no Parlamento. Segundo ele, os aviões militares do país realizaram "cerca de 30 voos" na área de sobreposição na última semana.

Yen disse que a força aérea do país monitoraria as aeronaves chinesas se elas entrassem no espaço aéreo de Taiwan, mas isso ainda não foi necessário. O ministro também afirmou que os aviões militares evitarão conduzir exercícios bélicos na área para evitar aumentar as tensões.

Japão e Coreia do Sul voaram sobre o espaço aéreo da China sem notificar Pequim, seguindo o mesmo movimento feito pelos EUA ao enviar dois bombadeiros B-52 à região. O governo de Pequim, ao expandir seu espaço aéreo unilateralmente em 23 de novembro, demandou que todas as aeronaves apresentem planos de voos quando atravessarem a área.

O presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, quer uma resolução pacífica, segundo afirmou em comunicado no sábado. O principal grupo de oposição da região, o Partido Democrático Progressivo, descreveu os comentários como "muito fracos". Ainda que Taiwan tenha se separado da China em 1949, o governo chinês considera a região como parte de seu território, à espera da reunificação.

As relações internacionais da China também podem sofrer um desgaste com as Filipinas. A embaixadora chinesa Ma Keqing defendeu a expansão da Zona de Identificação e Defesa Aérea da China para o Mar do Leste da China e disse que é do direito do governo decidir se e quando criará uma zona similar no Mar do Sul da China, onde também há uma disputa com as Filipinas. No entanto, a embaixadora afirmou não saber se a China planeja tal expansão. 

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