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Putin diz que Rússia deve cumprir obrigações com Ucrânia

A situação política da Ucrânia tem sido agitada nos últimos meses, culminando na renúncia do primeiro-ministro na terça-feira

Da AE
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Publicado em 29/01/2014 às 14:43
Foto: AFP
A situação política da Ucrânia tem sido agitada nos últimos meses, culminando na renúncia do primeiro-ministro na terça-feira - FOTO: Foto: AFP
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A Rússia deve cumprir seus acordos financeiros e no setor de gás com a Ucrânia, afirmou o presidente russo Vladimir Putin nesta quarta-feira (29), segundo a agência de notícias Interfax. A declaração foi feita um dia depois de a Rússia ter enviado sinais confusos durante uma cúpula União Europeia-Rússia, em Bruxelas, sobre se Moscou levaria adiante o pacote de ajuda de US$ 15 bilhões e o acordo sobre preços do gás para Kiev. 

A situação política da Ucrânia tem sido agitada nos últimos meses, culminando na renúncia do primeiro-ministro na terça-feira. O governo continuará a atuar interinamente até que um novo seja formado. 

Putin disse que a Rússia está preparada para cumprir suas obrigações com a Ucrânia com a condição de que reformas estruturais sejam realizadas, independentemente de quem estiver no poder. Pouco depois do pronunciamento de Putin, o primeiro-vice-primeiro-ministro Igor Shuvalov disse que os acordos podem ser revisados se o novo governo ucraniano fizer alterações políticas e em suas prioridades. 

"Eu gostaria de chamar a atenção do governo (russo) para o que preocupa os nossos colegas e amigos ucranianos, precisamente a necessidade de cumprir todas as nossas obrigações na esfera financeira, ou seja, nossos contratos de empréstimos e de energia", declarou Putin. 

Shuvalov disse que as negociações sobre esses acordos serão realizadas assim que um novo governo for formado na Ucrânia. 

O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, disse que o fato de a Ucrânia estar tentando o adiamento dos pagamentos pelo gás neste ano deve ser levado em conta durante as negociações.

Moscou aprovou um pacote de resgate para a Ucrânia no valor de US$ 15 bilhões no ano passado, quando o presidente Viktor Yanukovych concordou em desistir de um acordo com a União Europeia (UE), que aproximaria o país do bloco e não era visto com bons olhos por Moscou.

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