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Violência religiosa deixa 30 mortos no Mali

Uma mulher e uma criança estão entre os mortos, e alguns feridos sobreviveram

Da AFP
Da AFP
Publicado em 07/02/2014 às 15:54
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Ao menos trinta tuaregues foram mortos nesta quinta-feira (6) durante uma expedição punitiva lançada perto Gao (norte do Mali) por homens armados da comunidade Fulani, informou nesta sexta-feira à AFP um ex-deputado tuaregue.

"Quinta-feira em Tamkutat (80 km ao norte de Gao), fulanis armados, alguns de moto, mataram pelo menos 30 civis tuaregues para vingar o sequestro" de um dos seus, indicou Omar Maiga, da região de Gao.

A informação foi confirmada por Assarid Ag Imbarcauane, ex-deputado desta mesma região. "Nossos parentes foram mortos a sangue frio, pelo menos 30 estão mortos", disse.

De acordo com uma fonte dos serviços de segurança do Mali, os tuaregues mortos retornavam de um mercado em dois veículos quando "foram cercados por fulanis armados, em retaliação ao sequestro de um peul por tuaregues 24 horas antes. Um dos veículos foi queimado". Uma mulher e uma criança estão entre os mortos, e alguns feridos sobreviveram, segundo a fonte.

Além de roubo de gado, os membros das comunidades Tuaregue e Fulani se acusam mutuamente de assaltos nas comunidades do norte do Mali.

Sexta-feira, um destacamento do exército do Mali chegou à região para reforçar a segurança da população, de acordo com o ministério da Defesa.

As tensas relações entre a minoria Tuaregue no norte do Mali e outras comunidades da região como os fulani e songhai, pioraram desde o lançamento, no início de 2012, de uma rebelião Tuaregue em aliança com grupos jihadistas ligados à Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI). Esta rebelião levou à ocupação do Norte do país por nove meses por grupos jihadistas.

As numerosas atrocidades cometidas pelos rebeldes em nome de uma aplicação estrita da sharia (lei islâmica), como os apedrejamentos e amputações em público bem como a destruição de mausoléus de santos muçulmanos e de milhares de manuscritos em Timbuktu (noroeste), levaram a uma intervenção armada internacional em janeiro de 2013.

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