Acordo de paz

Presidente de Moçambique e chefe de rebelião assinam acordo de paz

Homens assinaram o documento diante de uma centena de diplomatas e dignitários reunidos na sede da presidência

Giovanna Torreão
Giovanna Torreão
Publicado em 05/09/2014 às 12:30
Foto: AFP/GREG WOOD
Homens assinaram o documento diante de uma centena de diplomatas e dignitários reunidos na sede da presidência - Foto: AFP/GREG WOOD
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O presidente de Moçambique, Armando Guebuza, e o chefe da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), Afonso Dhlakama, assinaram nesta sexta-feira em Maputo um acordo de paz que coloca fim a dois anos de confrontos armados esporádicos e abre caminho para eleições em outubro.

Os dois homens assinaram o documento diante de uma centena de diplomatas e dignitários reunidos na sede da presidência.

Este encontro entre os dois ex-inimigos sela um cessar-fogo fechado no dia 24 de agosto entre os negociadores de ambos os campos.

Guerrilha antimarxista durante a guerra civil moçambicana (1977-1922) e principal partido de oposição quando a paz voltou, a RENAMO voltou a empunhar as armas em 2012.

A assinatura do cessar-fogo põe fim a dois anos de conflito, antes das eleições de 15 de outubro.

A RENAMO, que havia perdido espaço em cada eleição - de 47% dos votos em 1999 a 16% em 2009 - exigia uma melhor divisão do poder e acusava a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), no poder, de acumular todo o produto das riquezas do país.

Durante dois anos ocorreram confrontos esporádicos no centro do país e ataques contra caminhões, ônibus e carros na principal estrada norte-sul.

"Espero que o acordo assinado hoje coloque fim a um sistema de Estado-partido", disse o chefe rebelde após a assinatura, em alusão ao FRELIMO.

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