Epidemia

EUA liberam US$ 750 milhões para combater ebola

Quatro comitês congressionais precisam permitir a movimentação do dinheiro, mas eles limitaram a quantia até que a administração apresente mais detalhes sobre como planeja proteger as tropas americanas de serem infectadas

Carolina Sá Leitão
Carolina Sá Leitão
Publicado em 10/10/2014 às 18:55
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Quatro comitês congressionais precisam permitir a movimentação do dinheiro, mas eles limitaram a quantia até que a administração apresente mais detalhes sobre como planeja proteger as tropas americanas de serem infectadas - FOTO: Foto: ABr
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O Congresso dos Estados Unidos liberou US$ 750 milhões para o combate ao ebola, em contraponto ao US$ 1 bilhão requisitado no último mês pelo Departamento de Defesa. Quatro comitês congressionais precisam permitir a movimentação do dinheiro, mas eles limitaram a quantia até que a administração apresente mais detalhes sobre como planeja proteger as tropas americanas de serem infectadas e uma estratégia a longo termo.

Oficiais de defesa dizem esperar que os US$ 750 milhões sejam suficientes para os primeiros seis meses de operação contra o ebola, mas talvez seja preciso mais recursos no futuro. O dinheiro é destinado ao envio de 4.000 soldados, incluindo uma sede da divisão da 101st Airborne Division do exército americano. As tropas também estão construindo um hospital de campo na Libéria.

James Inhofe, principal senador republicano no Comitê de Serviços Armados do Senado, afirmou que sua comissão vai permitir que a administração tenha acesso ao dinheiro para ajudar as tropas americanas a impedirem a propagação do vírus, ainda que o plano não tenha sido apresentado. O senador disse, em documento escrito divulgado nesta sexta-feira, ter sentido que as tropas têm necessidade de impedir a expansão da doença, no entanto financiamentos futuros devem vir de uma fonte "mais apropriada" que o orçamento da defesa.

"Cortes significativos no orçamento da defesa minaram a prontidão e as habilidades dos nossos militares e eu não posso apoiar o comprometimento indefinido das nossas tropas nessa missão", disse Inhofe. Fonte: Dow Jones Newswires.

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