oriente médio

Serão iniciado carregamentos para reconstrução de Gaza

O governo de união palestino é responsável por supervisionar os esforços de reconstrução da área

Karol Albuquerque
Karol Albuquerque
Publicado em 10/10/2014 às 18:10
Foto: AFP
O governo de união palestino é responsável por supervisionar os esforços de reconstrução da área - FOTO: Foto: AFP
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Mohammed Mustafa, vice-primeiro-ministro do governo de união palestino, afirmou nesta sexta-feira (10) que Israel vai permitir que mais material de construção entrem na Faixa de Gaza nesta semana. A medida é parte do acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) para reconstruir o território abalado pelo conflito encerrado em agosto.

Os carregamentos vão começar a ser entregues no domingo, informou Mohammed Mustafa. O governo de união palestino é responsável por supervisionar os esforços de reconstrução da área. Inspetores palestinos vão atuar no lado de Gaza da fronteira na próxima semana.

Mustafa afirmou que as quantidades a serem importadas na fase inicial de teste será três vezes maior do que o que foi levado para Gaza em projetos prévios da ONU. "O setor privado vai trazer esses materiais sob supervisão da Autoridade Palestina", declarou.

O oficial de defesa de Israel, Hadar Horen, afirmou que não sabia quando esses carregamentos começariam. Domingo também será realizada uma conferência internacional em Cairo em que os palestinos vão pedir US$ 4 bilhões para a reconstrução de Gaza.

Israel só permite carregamentos de material de construção para projetos supervisionados por agências internacionais, mas não para o setor privado em Gaza. O país teme que o grupo militante Hamas desvie esse material para uso militar, incluindo a construção de túneis. Após o conflito, a ONU fez um acordo com Israel e com o governo palestino em que Israel permite a importação de material de construção para o setor privado.

O conflito recente entre Israel e Hamas durou 50 dias e deixou mais de 2.100 palestinos e 71 israelenses mortos. Grandes áreas de Gaza foram destruídas, incluindo danos em mais de 60.000 casas e mais de 5.000 lojas, de acordo com o governo palestino e a ONU.

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