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Ao menos 60 jornalistas foram mortos em 2014, diz ONG de mídia

Quase metade dos profissionais foram mortos no Oriente Médio. A Síria foi o país mais perigoso, com 17 mortes

Karol Albuquerque
Karol Albuquerque
Publicado em 23/12/2014 às 15:27
Foto: ARIS MESSINIS / AFP
Quase metade dos profissionais foram mortos no Oriente Médio. A Síria foi o país mais perigoso, com 17 mortes - Foto: ARIS MESSINIS / AFP
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Ao menos 60 jornalistas foram mortos no mundo em 2014, a maioria no Oriente Médio, segundo relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) divulgado nesta terça-feira (23).

O número representa uma queda em relação ao ano passado, quando 70 jornalistas foram mortos. O CPJ ainda investiga as mortes de mais 18 jornalistas para determinar se estão relacionadas ao seu trabalho.

Quase metade dos profissionais foram mortos no Oriente Médio -a Síria foi, pela terceira vez, o país mais perigoso, com ao menos 17 mortes.

Desde o início da guerra civil, em 2011, 79 jornalistas morreram na Síria, segundo o CPJ.

Neste ano, a facção radical Estado Islâmico, que atua na Síria e no Iraque, divulgou vídeos da decapitação de dois jornalistas americanos -James Foley e Steven Sotloff. Os dois haviam sido sequestrados enquanto cobriam a guerra civil da Síria.

Os últimos três anos foram os que tiveram mais mortes de jornalistas desde que o CPJ começou a realizar a contagem anual, em 1992.

Quase um quarto dos jornalistas mortos em 2014 eram correspondentes internacionais, embora a grande maioria dos jornalistas ameaçados seja local.

O CPJ considera em sua contagem os jornalistas mortos durante seu trabalho ou por causa dele.

CONFLITOS - No Iraque, cinco jornalistas morreram -três enquanto cobriam o conflito com o Estado Islâmico.

Os confrontos entre separatistas e o governo da Ucrânia no leste do país deixaram cinco jornalistas e duas pessoas que trabalhavam para a mídia mortos.

A guerra em Gaza, entre Hamas e Israel, que durou 50 dias foi responsável pela morte de ao menos quatro jornalistas e três pessoas que trabalhavam para a mídia -incluindo o jornalista da AP Simone Camilli e o tradutor Ali Shehda Abu Afash.

Um jornalista e duas pessoas que trabalhavam para a mídia também morreram na Guiné quando cobriam a pior epidemia de ebola já registrada no mundo.

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