Conflito

Quase 300 locais do patrimônio histórico sírio atingidos pela guerra

As cidades de Aleppo, Bosra e Damasco, e as cidades mortas do norte da Síria, o 'Krak des Chevaliers' e Palmira são reconhecidas como patrimônio mundial da Unesco

Danilo Galindo
Danilo Galindo
Publicado em 23/12/2014 às 10:07
Foto: JALAA MAREY / AFP
As cidades de Aleppo, Bosra e Damasco, e as cidades mortas do norte da Síria, o 'Krak des Chevaliers' e Palmira são reconhecidas como patrimônio mundial da Unesco - Foto: JALAA MAREY / AFP
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Quase 300 locais do patrimônio cultural sírio foram destruídos, danificados ou saqueados em três anos de guerra, particularmente em Aleppo e Palmira, segundo um relatório da ONU baseado em fotos feitas por satélites.

"Regiões como Aleppo, habitada há 7.000 anos, a cidade de Damasco, o 'Krak des Chevaliers', Raqa ou Palmira sofreram danos importantes", afirmou o Instituto das Nações Unidas para a Formação e Pesquisa (UNITAR, na sigla em inglês).

Com o Programa Operacional de Aplicações por Satélite (UNOSAT), o UNITAR analisou 18 zonas, nas quais detectou 290 sítios diretamente afetados.

Destes lugares, 24 foram destruídos, 104 sofreram danos importantes, 84  foram parcialmente danificados e 77 sofreram provavelmente destroços de menor importância.

"Esta análise é um testemunho alarmante dos danos que o enorme patrimônio cultural da Síria continua sofrendo", destacou o UNITAR.

"Os esforços nacionais e internacionais para a proteção destas áreas devem ser intensificados, com o objetivo de salvar tudo o que for possível deste patrimônio da humanidade".

Entre as 18 zonas citadas, seis estão inscritas na lista de patrimônio mundial da Unesco: as áreas antigas das cidades de Aleppo, Bosra e Damasco, as cidades mortas do norte da Síria, o 'Krak des Chevaliers' e Palmira.

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