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Hollande defende política econômica e promete não aumentar impostos

Presidente francês assumiu a responsabilidade pelo aumento espetacular do desemprego

Da AFP
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Publicado em 05/01/2015 às 10:34
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Presidente francês assumiu a responsabilidade pelo aumento espetacular do desemprego - FOTO: Foto: AFP
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O presidente francês François Hollande defendeu nesta segunda-feira a política econômica e social de seu governo, prometeu que não implantará novos impostos em 2015 e reiterou seu apoio à chamada lei Macron, de inspiração liberal, criticada por setores de esquerda.

"Farei o que puder para que o crescimento seja o mais alto possível, para que tenhamos mais de 1% de crescimento", disse Hollande em uma longa entrevista à rádio France-Inter.

Hollande assumiu a responsabilidade pelo aumento espetacular do desemprego - 600.000 desempregados a mais - desde que assumiu a presidência, em 2012.

"Há uma responsabilidade que assumo", disse Hollande, depois de ouvir o testemunho de vários desempregados.

Mas a "questão não é saber por que (a política decidida no início de seu mandato) não funcionou", "mas fazer com que possa funcionar até o fim do quinquênio e o mais rápido possível", disse Hollande.

Ele insistiu que era um presidente que assumia riscos e descartou as críticas sobre as contradições desde o início de seu mandato.

"Fui escolhido para a mudança. Mudarei tudo o que bloquear, impedir, frear e prejudicar a igualdade e o progresso", disse Hollande.

"Assumirei os riscos" da mudança, insistiu Hollande, que defendeu a lei Macron, do nome do ministro da Economia, Emmanuel Macron, que, entre outras coisas, amplia o trabalho dominical e liberaliza várias profissões.

Esta lei é criticada pela ala esquerdista do Partido Socialista, pelos comunistas e ecologistas.

Hollande reiterou sua promessa de não aumentar os impostos em 2015, mas advertiu que também não estava prevista uma baixa imediata deles.

"Se o crescimento for um pouco superior" em 2015 em relação à previsão oficial de 1%, o excedente será destinado à redução dos déficits, disse Hollande.

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