Igreja

Dois anos após renúncia, Bento XVI toca Mozart e tem plenas faculdades mentais

Em 11 de fevereiro de 2013, Bento XVI anunciou aos cardeais sua renúncia, que entrou em vigor em 28 de fevereiro

Da AFP
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Publicado em 12/02/2015 às 13:05
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Em 11 de fevereiro de 2013, Bento XVI anunciou aos cardeais sua renúncia, que entrou em vigor em 28 de fevereiro - FOTO: Foto: AFP
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Dois anos depois de anunciar sua decisão histórica de renunciar, o ex-Papa Bento XVI continua, aos 88 anos, a tocar Mozart ao piano e "sua cabeça funciona perfeitamente", segundo seu secretário particular, Georg Gänswein.

Em uma entrevista publicada nesta quinta-feira pelo jornal Corriere della Sera, o prelado alemão evocou a aposentadoria do Papa alemão Emérito no antigo mosteiro Mater Ecclesiae, na Colina do Vaticano.

"Bento XVI tem alguns problemas com as pernas, mas a cabeça funciona perfeitamente". "Nas últimas semanas, ele voltou a tocar piano com mais frequência. Especialmente Mozart. Mas também outras peças que lhe vêm à mente, que ele toca de memória", disse ele.

O prelado alemão descreveu o ritmo muito "metódico" do Papa emérito: levantar às 7h45, "um pouco mais tarde do que antes", missa, breviário, café da manhã, oração, leitura, correspondência e, "às vezes, visitas".

Por volta das 13h00, almoço e caminhada pelo terraço e depois descanso. Às 16h15, passeio nos jardins do Vaticano até a gruta com imagem de Nossa Senhora de Lourdes e recitação do rosário. Então, novamente oração e leitura.

Bento XVI janta às 19h30, antes de assistir ao telejornal italiano e ler a última oração na capela. Joseph Ratzinger "escolheu uma vida monástica. Ele só sai quando o Papa Francisco pede. Quanto ao resto, ele não aceita outros convites".

O Papa Emérito e seu sucessor "são diferentes, por vezes muito diferentes. Mas eles compartilham a substância, o 'depositum fidei' (o conteúdo da fé) a anunciar, defender e promover", considerou Gänswein, que é também responsável pela organização das visitas oficiais do Papa Francisco.

Em 11 de fevereiro de 2013, Bento XVI anunciou aos cardeais sua renúncia, que entrou em vigor em 28 de fevereiro. "Uma renúncia expressa livremente, sem qualquer pressão", insistiu Gänswein.

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