ATENTADO

Polícia acredita ter matado autor dos ataques a debate e sinagora na Dinamarca

Atentados deixaram dois mortos e cinco feridos

Da AFP
Da AFP
Publicado em 15/02/2015 às 8:23
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A polícia acredita ter matado neste domingo (15) o suposto autor dos dois ataques registrados em Copenhague, um contra um um centro cultural onde era realizado um debate sobre Islã e liberdade de expressão e outro contra uma sinagoga, nos quais morreram duas pessoas e cinco ficaram feridas.

"Acreditamos que um mesmo homem é o autor dos dois tiroteios e também que a pessoa abatida pela polícia é a que estava por trás dos dois ataques", afirmou o porta-voz da polícia, Torben Moelgaard Jensen.

Segundo a fonte, a localização do suposto terrorista se deu graças às informações de um motorista de taxi que o achou parecido com a foto divulgada pelas autoridades.

Os motivos dos ataques ainda não estão claros, nem houve qualquer reivindicação por parte de grupos extremistas.

Um cidadão de 55 anos morreu no sábado à tarde (14) no tiroteio contra  o centro cultural de Krudttonden, e um jovem judeu perdeu a vida no início deste domingo no lado de fora da sinagoga de Krystalgade, a mais importante da idade. Cinco policiais ficaram feridos nos ataques.

Agentes das forças de segurança localizaram e mataram o suspeito no bairro popular de Nørrebro. O homem, que supostamente atuou sozinho, abriu fogo contra os policiais ao ser interpelado.

As autoridades difundiram uma foto, aparentemente capturada de imagens de vigilância, de um homem usando uma jaqueta escura e um capuz vinho. Ele foi descrito como um homem entre 25 e 30 anos, alto e de constituição atlética.

O homem que morreu no centro cultura tinha 55 anos e não teve a identidade revelada.

O atentado contra o centro cultural aconteceu rápido e foi violento. O homem armado com uma pistola metralhadora disparou contra os participantes do debate "Arte, blasfêmia e liberdade". 

O esquema de segurança foi reforçado pela presença de Lars Vilks, o cartunista sueco conhecido por suas controvertidas charges do profeta Maomé e que participava no evento. Mas a presença policial não impediu que o homem disparasse contra as dezenas de pessoas presentes, matando um homem e ferindo os três policiais. 

Em um primeiro momento, em meio à confusão, a impressão que se tinha é que havia dois agressores, o que foi descartado. 

O atirador fugiu rapidamente a bordo de Volkswagen Polo. Dois quilômetros depois, o agressor abandonou o carro e desapareceu. Mas ele foi registrado pelas câmeras de segurança e, a partir disso, uma foto foi postada na internet.

No debate, participavam o embaixador da França, François Zimeray, além de Vilks, provável alvo do ataque classificado como um ato terrorista pela primeira-ministra dinamarquesa Helle Thorning-Schmidt.

"Dinamarca sofreu neste sábado um ato de violência. Tudo indica que o tiroteio foi um ato político e portanto um ato terrorista", declarou em um comunicado.

O  presidente francês François Hollande expressou à premiê dinamarquesa "toda a solidariedade da França".

Michael Gelvan, presidente do Conselho de Segurança Judeu Nórdico, infomrou que o jovem morto no ataque à sinagona era o encarregado do controle de acesso ao prédio, onde era realizada uma cerimônia.

"A polícia estava no local. Apareceu uma pessoa e começou a disparar", contou o porta-voz da polícia,  Allan Teddy Wadsworth-Hansen.

O embaixador francês, que se encontrava presente no debate, informou em seu Twitter que saiu ileso do atentado. 

"Dispararam do lado de fora. Tinham o mesmo objetivo que o ataque à Charlie Hebdo, mas não conseguiram entrar", informou ainda, contatado enquanto estava no interior do prédio.

Ele se referia ao ataque jihadistas de janeiro contra a revista satírica Charlie Hebdo, que, em 7 de janeiro, sofreu a invasã de dois islamitas que mataram 12 pessoas, entre elas importantes cartunistas do país, com o objetivo de "vingar o Profetá Maomé".  


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