Reaproximação

Cuba exigirá que EUA a retirem da lista de países patrocinadores do terrorismo

Os presidentes Raúl Castro e Barack Obama surpreenderam o mundo ao anunciar, em 17 de dezembro, que restabeleceriam as relações bilaterais

Da AFP
Da AFP
Publicado em 25/02/2015 às 17:42
Foto: ESTUDIOS REVOLUCION / AFP
Os presidentes Raúl Castro e Barack Obama surpreenderam o mundo ao anunciar, em 17 de dezembro, que restabeleceriam as relações bilaterais - FOTO: Foto: ESTUDIOS REVOLUCION / AFP
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Cuba vai exigir dos Estados Unidos que a retire da longa lista de países que patrocinam o terrorismo, como um passo para o restabelecimento das relações bilaterais, declarou uma autoridade cubana à imprensa.

"Seria uma contradição" restabelecer relações diplomáticas e que a ilha permaneça nessa lista, declarou Gustavo Machin, número dois do departamento para os Estados Unidos do Ministério das Relações Exteriores de Cuba.

Machin faz parte da equipe que negocia a normalização das relações entre os dois países e que na sexta-feira se reunirá com seu colega em Washington para a segunda rodada de negociações.

Os presidentes Raúl Castro e Barack Obama surpreenderam o mundo ao anunciar, em 17 de dezembro, que restabeleceriam as relações bilaterais após meio século de ruptura e hostilidades.

Machin indicou que a abertura de embaixadas antes da Cúpula das Américas no Panamá, em 10 e 11 de abril, como Washington quer, "dependerá dos Estados Unidos".

Outra solução esperada por Havana nessas negociações é a regularização do acesso bancário de sua representação em Washington, suspensa há mais de um ano, e que causa grande transtornos para seu funcionamento.

O funcionário afirmou que sua delegação participa das negociações com "espírito construtivo", elogiando o fato de os Estados Unidos aceitarem sua proposta de incluir no diálogo o tema dos direitos humanos.

Por sua vez, os Estados Unidos pedem a liberdade de circulação dos seus diplomatas em Havana, livre acesso dos cubanos à sua embaixada e a normalização das atividades diplomáticas.

Machin ressaltou que a delegação cubana insistirá na observância dos princípios do direito internacional e da Convenção de Viena, que regulam esses aspectos.

A primeira rodada de negociações, realizada em Havana em 22 de janeiro, foi chefiada pela secretária de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson, e pela diretora do departamento para os Estados Unidos do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, Josefina Vidal.

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