Perigo

Mancha de petróleo causada por atentado ameaça aqueduto na Colômbia

O principal foco da mancha está a cerca de 4 km de barreiras de proteção de um aqueduto que abastece o município de Arauquita

Lorena Barros
Lorena Barros
Publicado em 30/04/2016 às 13:15
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Uma mancha de petróleo causada por um atentado da guerrilha Exército de Libertação Nacional contra o principal oleoduto da Colômbia ameaça poluir um aqueduto que abastece Arauquita, na fronteira com a Venezuela, informaram as autoridades nessa sexta-feira (29).

O atentado ocorreu perto do Rio Bojabá, afluente do Arauca, no município de Saravena. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, considerou inconcebível que o grupo insista em atentar contra infraestruturas dos colombianos, provocando danos ao meio ambiente.

No dia 30 de março, o governo e o Exército de Libertação Nacional anunciaram, em Caracas, um acordo para iniciar a fase pública dos diálogos de paz que terão mesas de trabalho no Equador, na Venezuela, no Chile, Brasil e em Cuba.

Contudo, o chefe de Estado afirmou que o governo não vai iniciar a fase pública dos diálogos até que a organização liberte todos os sequestrados.

Sobre essa e outras alterações de ordem pública, Santos vai liderar um Conselho de Segurança em Arauca, em que participarão também o ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas, a cúpula do Exército e a polícia.

A empresa petrolífera Ecopetrol apresentou um plano de contingência que inclui a instalação de barreiras flutuantes a 1,5 quilômetros do lugar do atentado.

O principal foco da mancha encontra-se a aproximadamente quatro quilômetros das barreiras de proteção da boca do aqueduto que abastece de água potável o município de Arauquita.

O oleoduto Caño Limón-Coveñas, de 770 quilômetros de comprimento, transporta petróleo dos poços de Arauca até Coveñas, um porto no Caribe.

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