Terrorismo

Atentado em Cabul, no Afeganistão, deixa mortos e feridos perto da embaixada do EUA

Pelo menos oito pessoas morreram e outras 25 ficaram feridas. O atentado ainda não foi reivindicado

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Publicado em 03/05/2017 às 6:52
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Pelo menos oito pessoas morreram e outras 25 ficaram feridas. O atentado ainda não foi reivindicado - FOTO: Foto: AFP
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Ao menos oito pessoas morreram e outras 25 ficaram feridas nesta quarta-feira (3) em um atentado com bomba contra um comboio das forças internacionais na zona da embaixada dos Estados Unidos em Cabul, informaram fontes de segurança. O porta-voz do ministério do Interior, Najib Danish, confirmou à AFP que a explosão teve como alvo "um comboio das forças estrangeiras que passava pelo local". "O ataque deixou oito mortos e 25 feridos, em sua maioria civis", afirmou Danish à AFP.

O atentado foi executado com um carro-bomba contra um "comboio americano que patrulhava a área da embaixada americana e do quartel-general da Resolution Support", a operação da Otan no Afeganistão, de acordo com uma fonte das forças de segurança. Um funcionário do ministério da Saúde confirmou o número de vítimas, sem precisar se eram militares ou civis.

Até o momento o ataque não foi reivindicado, mas a ação ocorre dias após o Talibã anunciar uma "ofensiva de primavera" dirigida às tropas estrangeiras no Afeganistão. A ofensiva marca o início da "temporada de combates", apesar de o inverno já ter sido bastante sangrento para as forças governamentais.

O secretário americano de Defesa, Jim Mattis, que no mês passado visitou Cabul no momento em que os Estados Unidos buscam redesenhar sua estratégia no Afeganistão, advertiu para "outro ano duro" tanto para as tropas estrangeiras quanto para as forças locais.

Conflito longo

O conflito afegão é o mais longo da história para os Estados Unidos: as tropas da Otan estão em guerra naquele país desde 2011, após a deposição dos talibãs por sua negativa a entregar Osama bin Laden depois dos ataques do 11 de Setembro. Os Estados Unidos têm 8.400 homens no Afeganistão, somados a outros 5 mil aliados das forças da Otan.

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