INOVAÇÃO

Holandês apresenta plano para retirar plásticos do oceano

O primeiro protótipo do invento já está em produção na Califórnia

AFP
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Publicado em 12/05/2017 às 4:07
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O primeiro protótipo do invento já está em produção na Califórnia - FOTO: Foto: Divulgação
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O jovem holandês que tem um ambicioso plano de limpar o lixo plástico do oceano apresentou nesta quinta-feira um novo sistema, que permitirá iniciar seu projeto dois anos antes do previsto e por um menor custo.

A estratégia de Boyan Slat consiste em utilizar as correntes oceânicas para ajudar a recolher cerca de cinco bilhões de objetos de plástico das águas do oceano. 

Segundo "The Ocean Cleanup" (limpeza do oceano), a cada ano são jogados nos oceanos oito milhões de toneladas de plásticos, que por vezes formam enormes placas de rejeitos, convertendo-se em "continentes" de lixo.

Após vários anos de pesquisas, quando realizou o primeiro mapeamento aéreo da maior ilha de lixo do Pacífico, entre Havaí e a costa da Califórnia, Slat mudou radicalmente seus planos. 

Slat, 22 anos, decidiu substituir sua ideia inicial de formar uma barreira de 100 km em forma de ferradura e ancorada no fundo do mar, por "uma frota de sistemas menores", que se moverão presos a uma âncora flutuante, recolhendo lentamente o plástico ao efeito dos ventos e das correntes. 

O primeiro protótipo já está em produção na Califórnia. "Acreditamos que o comprimento terá entre um e dois quilômetros", disse à AFP. 

O sistema terá um GPS e um aparelho de monitoramento que orientará os barcos que varrerão a área. 

Pioneiro

O primeiro projeto de Slat tinha o custo de 320 milhões de euros, mas o novo método exigirá cinco milhões de euros por cada unidade, o que torna o projeto mais atrativo para investidores.

O prazo para o início da operação também foi reduzido: de três anos para 12 meses. 

Slat acredita que poderá remover 50% da placa de plástico do Pacífico no prazo de cinco anos, contra 42% em uma década do projeto original. 

Com este sistema, Slat pretende remover a placa toda até 2050, em uma "avaliação conservadora", disse à AFP. 

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