Estado Islâmico

Veja os bens culturais destruídos pelo EI na Síria e no Iraque

O minarete e a mesquita de Mossul são os últimos itens da longa lista de tesouros arqueológicos destruídos pelo grupo extremista EI na Síria e no Iraque

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Publicado em 22/06/2017 às 15:34
Foto: Arquivo/AFP
O minarete e a mesquita de Mossul são os últimos itens da longa lista de tesouros arqueológicos destruídos pelo grupo extremista EI na Síria e no Iraque - FOTO: Foto: Arquivo/AFP
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O minarete e a mesquita de Mossul são os últimos itens da longa lista de tesouros arqueológicos destruídos pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque.

O exército iraquiano responsabilizou o EI pela destruição dos monumentos de Mossul, mas o grupo nega e o atribui a um bombardeio aéreo dos Estados Unidos. 

Desde que conquistou extensos territórios na Síria e no Iraque, o EI destruiu vários monumentos, alguns deles patrimônios da humanidade para a Unesco. O grupo radical considera estátuas e mausoléus itens de idolatria.

Iraque 

O EI realizou uma "limpeza cultural" no país, destruindo vestígios da antiga Mesopotâmia, segundo a ONU, ou ainda vendendo partes deles no mercado negro. 

Em Mossul, conquistada no começo da ofensiva do EI, em junho de 2014, os extremistas saquearam tesouros pré-islâmicos de museus, como mostra um vídeo divulgado em fevereiro de 2015.

De acordo com os encarregados pelas antiguidades, cerca de 90 obras ficaram destruídas ou danificadas. Os combatentes do EI também atearam fogo à biblioteca de Mossul e dinamitaram a tumba do profeta Jonas diante de uma multidão, em julho de 2014. 

Um vídeo que circulou em 2015 mostra combatentes do grupo destruírem, usando tratores, picaretas e explosivos, o sítio arqueológico de Nimrud, joia do império assírio, fundado no século XIII. Tropas iraquianas retomaram o controle do local em novembro de 2016. 

O grupo também atacou Hatra, cidade do período romano, com mais de 2 mil anos idade. As forças pró-governamentais iraquianas retomaram a região no fim de abril. 

Síria 

Em Palmira, cidade ocupada em duas ocasiões antes de ser reconquistada por tropas do regime em 2 de março de 2017, o grupo radical destruiu alguns dos mais belos templos e torres funerárias. 

O sítio arqueológico de Tell Ajaja também foi vandalizado. Os de Mari, Dura e Apamea, entre outros foram destruídos ou saqueados. 

Contudo, o EI não é o único responsável pelo saqueamento do patrimônio sírio. Parte da destruição se deu graças ao uso de artilharias pesadas em combate. 

Em Aleppo, no norte do país, o minarete Seljuk da mesquita de Umayyad foi derrubado e várias casas, algumas delas centenárias, foram em grande parte destruídas pelas chamas. Uma área da parede da fortaleza foi destruída. "Dois terços da cidade antiga foram bombardeados e incendiados", afirma a Unesco. 

O Krak des Chevaliers, uma fortaleza perto de Homs, no centro do país, sofreu estragos, bem como o famoso museu de mosaicos em Maarat al Numan.

Também se atribuem saques e roubos às tropas do regime. 

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