Igreja Católica

Encarregado de Finanças do Vaticano é acusado de pedofilia

Cardeal George Pell foi acusado de ter cometido múltiplos abusos sexuais contra crianças na Austrália

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Publicado em 28/06/2017 às 23:38
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Cardeal George Pell foi acusado de ter cometido múltiplos abusos sexuais contra crianças na Austrália - FOTO: Foto: AFP
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O cardeal George Pell, encarregado de Finanças do Vaticano, foi acusado nesta quarta-feira de ter cometido múltiplos abusos sexuais contra crianças na Austrália, anunciou a polícia do país.

"A polícia [do estado australiano] de Victoria acusou o cardeal George Pell de delitos de abuso sexual" cometidos no passado, declarou o comissário adjunto Shane Patton a jornalistas, oito meses depois de a polícia australiana interrogar Pell, em Roma, por estas acusações, que ele desmente.

"Há múltiplas denúncias relacionadas com estas acusações", acrescentou.

Patton disse que o clérigo de 76 anos foi intimado a se apresentar à corte de magistratura de Melbourne em 18 de julho para uma audiência.

O cardeal reagiu negando "vigorosamente" todas as acusações de abuso sexual contra crianças e afirmou que viajará à Austrália para limpar seu nome.

"Apesar de ainda ser muito cedo em Roma, o cardeal George Pell foi informado da decisão e da atuação da polícia de Victoria", assinalou a arquidiocese de Sidney.

O cardeal "nega vigorosamente todas as acusações (...) e deseja que chegue o dia de seu depoimento para que possa se defender".

As acusações contra Pell aparecem no estágio final de um longo inquérito nacional sobre respostas institucionais à pedofilia, determinado pelo governo em 2012.

Histórico do religioso australiano

O cardeal já havia se apresentado três vezes perante uma comissão real, uma vez pessoalmente e outras duas em vídeo, durante as quais ele admitiu ter falhado ao lidar com padres pedófilos no estado de Victoria nos anos 1970.

Pell foi ordenado em 1966, em Roma, antes de voltar para a Austrália, em 1971, e se tornar a principal autoridade católica do país.

Ele foi para o Vaticano em 2014, após ser escolhido pelo papa Francisco para tornar as finanças da Igreja mais transparentes.r

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