NO AEROPORTO

Ex-candidato presidencial do Panamá investigado por Odebrecht é detido

José Domingo Arias, do partido do ex-presidente Ricardo Martinelli, foi interceptado no aeroporto internacional de Tocumen

JC Online
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Publicado em 29/08/2017 às 19:46
Foto: Orlando Sierra/AFP
José Domingo Arias, do partido do ex-presidente Ricardo Martinelli, foi interceptado no aeroporto internacional de Tocumen - FOTO: Foto: Orlando Sierra/AFP
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O ex-candidato das eleições presidenciais de 2014 do Panamá, José Domingo Arias, foi detido quando tentava deixar o país e conduzido, nesta terça-feira (29), ao Ministério Público, que investiga possíveis doações da Odebrecht à sua campanha, informou seu advogado. 

Arias, do partido do ex-presidente Ricardo Martinelli, foi interceptado no aeroporto internacional de Tocumen e enviado à Promotoria Especial Anticorrupção para contribuir com o inquérito. 

"Não há nenhuma medida cautelar até esse momento. Foi feita uma condução coercitiva a fim de cumprir com uma apresentação ante o Ministério Público", disse a jornalistas Armando Fuentes, advogado de Arias. 

"Realmente não sabemos quais são as razões para o MP pedir essa condução e detê-lo no aeroporto", completou. 

Arias, que perdeu a eleição para o atual presidente, Juan Carlos Varela, era o candidato governista nas eleições de 2014, pelo partido Cambio Democrático (CD, de direita), cujo titular era Martinelli. 

A promotoria também investiga o caso dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, que fizeram a campanha de Arias. 

O casal confessou ter recebido milhões de dólares no Panamá para financiar campanhas presidenciais. 

Mônica Moura disse, em delação premiada, que em 2012 se reuniu com Martinelli para fixar o custo da campanha em 21 milhões de dólares, dos quais 16 milhões seriam pagos pela Odebrecht, segundo acusações.

Martinelli, detido em Miami, é acusado pela Justiça panamenha de espionagem e é investigado por diversos casos de corrupção.

Arias já prestou diversos depoimentos ao MP e sustenta que não recebeu doações da construtora e que vai que voltar a depor "todas as vezes" que for necessário para esclarecer o caso. 

Sanção

A procuradora-geral, Kenia Porcell, anunciou no começo de agosto que a Odebrecht concordou em pagar uma sanção de 220 milhões de dólares ao Panamá e colaborar com as investigações de corrupção.

A construtora admitiu ter pagado 59 milhões de dólares em propinas a funcionários do governo do Panamá entre 2010 e 2014. 

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