ALIANÇA

Rússia e Turquia reforçam cooperação na Síria

Os dois países vão trabalhar na implementação de uma zona de distensão na província rebelde de Idlib, no noroeste da Síria

AFP
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Publicado em 28/09/2017 às 18:51
Foto: ADEM ALTAN / AFP
Os dois países vão trabalhar na implementação de uma zona de distensão na província rebelde de Idlib, no noroeste da Síria - FOTO: Foto: ADEM ALTAN / AFP
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Rússia e Turquia reforçarão sua cooperação visando acabar com o conflito na Síria e trabalharão para implementar uma "zona de distensão" na província rebelde de Idlib (noroeste), informaram nesta quinta-feira os presidentes dos dois países.

"Decidimos intensificar os esforços (...) para que a zona de distensão em Idlib seja operacional", declarou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em entrevista coletiva em Ancara, ao lado do seu homólogo russo, Vladimir Putin.

O líder russo declarou que Rússia e Turquia vão "intensificar sua coordenação" para acabar com o conflito sírio, que já deixou 330 mil mortos desde o seu início, em 2011.

"De fato, estão criadas as condições necessárias para se acabar com a guerra fratricida na Síria, com uma derrota final dos terroristas e o retorno dos sírios a uma vida aprazível", disse Putin.

Putin reconheceu que a aplicação das decisões tomadas em Astana "não tem sido fácil", mas avaliou que as diversas partes "conseguiram obter um resultado positivo".

Zona de distensão

A província de Idlib foi designada como uma das quatro "zonas de distensão" na Síria durante as negociações em Astana (Cazaquistão), em meados de setembro, entre Rússia, Irã (aliados do presidente sírio, Bashar Al-Assad) e Turquia (que apoia os rebeldes).

Mas desde então as forças de Damasco e seus aliados têm bombardeado esta província, controlada em grande parte pelos jihadistas ligados à antiga Al-Qaeda na Síria.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), ao menos 135 civis, incluindo 44 crianças, morreram na província de Idlib desde 19 de setembro passado nos bombardeios do regime sírio e da Rússia, em sua ofensiva contra os jihadistas.

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