Oriente Médio

Morre jornalista palestino ferido por soldados israelenses em Gaza

Ahmed Abu Husein, de 25 anos, ferido em 13 de abril, é o segundo jornalista palestino morto desde quando começaram os protestos

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Publicado em 25/04/2018 às 18:11
Foto: Mohammed Abed / AFP
Ahmed Abu Husein, de 25 anos, ferido em 13 de abril, é o segundo jornalista palestino morto desde quando começaram os protestos - FOTO: Foto: Mohammed Abed / AFP
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Um jornalista palestino, que foi ferido a tiros por soldados israelenses durante manifestações na Faixa de Gaza, faleceu, informaram sua família e as autoridades locais nesta quarta-feira (25).

Ahmed Abu Husein, de 25 anos, ferido em 13 de abril, é o segundo jornalista palestino morto desde 30 de março, quando começou o movimento de protesto. O hospital israelense no qual havia ingressado confirmou sua morte.

Os serviços palestinos que coordenam os assuntos civis e humanitários com as autoridades israelenses informaram a família da vítima, disse seu irmão Diaa à AFP.

Seu corpo foi transferido para Gaza nesta quarta-feira (25) à noite, informaram autoridades palestinas, e esperam realizar seu funeral na quinta-feira.

Ahmed Abu Husein trabalhou para a emissora palestina Radio Shaab e como fotógrafo de outro órgão de imprensa. A estação Radio Shaab é considerada próxima à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP).

Já são 41 palestinos mortos por disparos israelenses

Com a sua morte, já são 41 os palestinos mortos por disparos israelenses na Faixa de Gaza desde 30 de março, a grande maioria por soldados posicionados na cerca de segurança entre Israel e este território.

O outro jornalista morto foi Yasser Murtaja, baleado no dia 6 de abril. Segundo testemunhas, ele estava usando um colete que o identificava como jornalista no momento em que soldados israelenses atiraram em sua direção.

Milhares de palestinos de Gaza, um enclave entre Israel, Egito e o Mediterrâneo, estão se concentrando desde àquela data perto da fronteira para reivindicar o direito dos palestinos de retornar às terras de onde foram expulsos, ou das que tiveram que fugir após a criação de Israel, em 1948.

A mobilização durará, em princípio, até meados de maio, e também denuncia o bloqueio imposto a Gaza para pressionar o movimento islamita Hamas, que comanda o território, com quem Israel enfrentou três guerras desde 2008.

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