DÚVIDA

Trump não descarta aceitar a anexação russa da Crimeia

Presidente dos Estados Unidos deixou dúvidas sobre sua postura diante a anexação da Crimeia

Kevin Fonseca
Kevin Fonseca
Publicado em 29/06/2018 às 22:03
Foto: LEON NEAL/ GETTY IMAGES NORTH AMERICA/ AFP
Presidente dos Estados Unidos deixou dúvidas sobre sua postura diante a anexação da Crimeia - FOTO: Foto: LEON NEAL/ GETTY IMAGES NORTH AMERICA/ AFP
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou dúvidas nesta sexta-feira (29) sobre sua postura no que se refere à anexação da região ucraniana da Crimeia por parte da Rússia, a poucas semanas de sua primeira reunião bilateral com o presidente do Kremlin, Vladimir Putin.

Quando jornalistas perguntaram se ele considerava abandonar a oposição de Washington à anexação feita pela Rússia em 2014, Trump contestou: "Teremos que ver". 

O fato de o presidente não ter reafirmado a oposição americana à intervenção da Rússia na Ucrânia pode frustar seus aliados europeus antes da cúpula da OTAN no mês que vem. 

Dias depois da reunião dos líderes ocidentais em Bruxelas, em 11 de julho, Trump voará a Helsinki para sua primeira cúpula bilateral com Putin, em 16 de julho. 

Aceitar que a Crimea nunca voltará ao controle ucraniano seria uma grande concessão à Rússia, que enfrenta duras sanções no comércio internacional por suas ações. 

No começo de 2014, com áreas da Ucrânia mergulhadas no caos resultante dos fortes protestos que contribuíram para a queda do presidente pró-russo, tropas de Moscou se apoderaram da Crimeia. Foi convocado um referendo e no dia 18 de março do mesmo ano a Rússia a anexou formalmente a região a seu território. 

A Ucrânia se opôs fortemente à violação de sua soberania, com apoio ocidental. 

Trump aprovou o envio de mísseis antitanque americanos para apoiar as forças da Ucrânia, e outros altos funcionários americanos continuam insistindo em que as sanções se manterão até que Moscou retroceda. 

O presidente republicano sempre apoiou relações mais próximas com a Rússia, e diplomatas ocidentais em Washington temem que ele faça grandes concessões em Helsinque.

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