CRIME POLÍTICO

Nicarágua: corpo de Raynéia chega ao Recife na próxima sexta-feira

Estudante assassinada em Manágua será velada e sepultada no cemitério Morada da Paz

Fillipe Vilar
Fillipe Vilar
Publicado em 31/07/2018 às 16:38
Foto: Reprodução / TV Jornal
Estudante assassinada em Manágua será velada e sepultada no cemitério Morada da Paz - FOTO: Foto: Reprodução / TV Jornal
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Em coletiva na tarde desta sexta-feira (31), o secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico, afirmou que o corpo da estudante Raynéia Gabrielle Lima, 31 anos, chegará ao Recife, do Panamá, na madrugada da sexta-feira (3). Segundo Eurico, o Governo do Estado arcou com todas as despesas do traslado, totalizando R$ 16.200 (4.240 dólares).

A companhia aérea Copa Airlines, do Panamá, não cobrou o frete da urna funerária onde está a jovem, em solidariedade ao caso. O corpo está previsto para chegar ao Aeroporto Internacional dos Guararapes à 0h35 da sexta. Às 11h, está marcado o sepultamento, no cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife. 

O secretário reclamou que o as autoridades federais não auxiliaram o processo financeiramente no processo do traslado. De acordo com Eurico, o Itamaraty não teria feito nenhum contato formal com o Governo de Pernambuco para tratar das despesas. “O governo federal, assim como o de Pernambuco, tem obrigação moral com este caso”, afirmou.

Representação junto à OEA

Pernambuco enviou ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, uma representação para ser apresentada junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos, na cidade de San José, na Costa Rica. Neste tribunal são julgados processos referentes a violações dos direitos humanos ocorridas em países membros da Organização dos Estados Americanos (OEA). Para o Governo do Estado, o assassinato de Raynéia é um crime ligado ao contexto político nicaraguense, que Eurico chamou de “ditadura sandinista”.

Sobre a prisão do suspeito de ser o autor dos disparos que mataram a estudante, o secretário afirmou que “não é possível que um cidadão pertenceu a grupos armados do governo da Nicarágua, usando armamento exclusivo das Forças Armadas” seja apresentado como um criminoso comum.

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