Liberdade

Jornalistas detidos por críticas políticas são liberados em Mianmar

Eles estão em liberdade provisória sob fiança e podem ser condenados até dois anos

Marina Costa
Marina Costa
Publicado em 26/10/2018 às 9:26
YE AUNG THU / AFP
Eles estão em liberdade provisória sob fiança e podem ser condenados até dois anos - FOTO: YE AUNG THU / AFP
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Os três jornalistas birmaneses detidos por críticas a um político próximo a chefe Governo de Mianmar, Aung San Suu Kyi, saíram nesta sexta-feira (27) em liberdade provisória sob fiança.

"São jornalistas experientes, não deveriam tentar evitar o processo judicial", afirmou o juiz Tin War War Thein durante a audiência em um tribunal de Yangun.

Os três jornalistas do grupo Eleven Media devem retornar ao tribunal em 9 de novembro. Kyaw Zaw Lin, Nayi Min e Phyo Wai Win publicaram no início do mês um artigo que criticava a má gestão no governo municipal de Phyo Min Thein, um político da Liga Nacional para a Democracia (LND), partido de Aung San Suu Kyi.

Os três denunciaram um empréstimo solicitado pela administração local para a compra de ônibus escolares.

Condenação

Os jornalistas podem ser condenados a até dois anos de prisão se o tribunal considerá-los culpados de "divulgar um boato com o objetivo de alarmar o público", como estabelece o artigo 505b, utilizado pela junta militar que governou o país por décadas para censurar todas as críticas.

O caso mancha ainda mais a imagem da vencedora do Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, muito criticada por seu silêncio a respeito da perseguição aos rohingyas.

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