MISTÉRIO

Filho de testemunha do caso Odebrecht morre envenenado na Colômbia

Alejandro Pizano teria bebido água em uma garrafa que estava no escritório do pai que também morreu

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Publicado em 14/11/2018 às 3:15
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Alejandro Pizano teria bebido água em uma garrafa que estava no escritório do pai que também morreu - FOTO: Foto: AFP
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O filho de uma testemunha-chave do caso Odebrecht na Colômbia morreu envenenado com cianeto, dias depois do falecimento de seu pai, aparentemente por infarto, informou nesta terça-feira (13) a procuradoria.

Pai e filho morreram entre quinta-feira e domingo, e a autopsia de Alejandro Pizano revelou seu envenenamento.

"As provas (...) indicam que a vítima foi exposta ao cianeto ao beber água em uma garrafa que estava no escritório de seu pai", informou a procuradoria.

Envenenamento

Pessoas próximas à família informaram à procuradoria que após beber da garrafa, Pizano disse que sentiu um gosto amargo e minutos depois apresentou uma forte dor estomacal, morrendo a caminho do hospital.

Alejandro acabara de chegar da Espanha para assistir ao enterro de seu pai, Jorge Enrique Pizano, ex-auditor financeiro da empresa associada à Odebrecht para a construção da Estrada do Sol II, que liga o centro ao norte do país.

Jorge Enrique Pizano era uma testemunha-chave do caso envolvendo os subornos pagos pela Odebrecht para conquistar a obra milionária.

O ex-auditor sofria de câncer e sua morte havia sido atribuída a um infarto, mas o envenenamento do filho levou a promotoria a investigar os fatos.

Um canal de notícias revelou na segunda-feira que Pizano deixou informações - para o caso de falecer ou receber proteção no exterior - de que o atual procurador-geral da Nação, Néstor Humberto Martínez, sabia desde 2013, antes de chegar ao cargo, do esquema de corrupção da Odebrecht no país.

Em um vídeo gravado em 9 de agosto, Pizano diz que "os fatos e as verdades estão chegando à tona e mostrando como realmente existe um complô contra minha integridade como pessoa".

Em meados de outubro, o procurador encarregado do caso, Amparo Cerón, sofreu um acidente de trânsito durante suas férias e passou vários dias na UTI, ficando impedido de retornar à investigação.

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