Uruguai

Presidente eleito no Uruguai pede fortalecimento do Mercosul e critica 'ditadores'

Lacalle Pou assumirá formalmente o cargo em março de 2020 por cinco anos mandato como presidente.

Anna Tenório
Anna Tenório
Publicado em 30/11/2019 às 14:46
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PABLO PORCIUNCULA / AFP
Lacalle Pou assumirá formalmente o cargo em março de 2020 por cinco anos mandato como presidente. - FOTO: PABLO PORCIUNCULA / AFP
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O presidente eleito no Uruguai, Luis Lacalle Pou, fez neste sábado um chamado ao fortalecimento das relações entre presidentes do Mercosul e criticou os "ditadores" da América Latina.

"Teremos no Mercosul a melhor das relações com o presidente argentino, com o presidente brasileiro e com o presidente paraguaio para levantar a região", prometeu Lacalle Pou, 46, durante um ato de comemoração da sua vitória nas eleições de domingo frente à governista Frente Ampla, de esquerda.

O ex-senador do Partido Nacional, de centro-direita, venceu com 48,8% dos votos o rival Daniel Martínez, que obteve 47,3%, após a conclusão, neste sábado, da apuração secundária habitual pelo Tribunal Eleitoral, que foi determinante, devido à diferença apertada de cerca de 35 mil votos entre os dois candidatos à presidência.

Discurso

Diante de dezenas de milhares de pessoas reunidas em frente ao Rio da Prata, em Montevidéu, Lacalle Pou enviou uma mensagem para outros governos latinos.

"Precisamos de uma região forte, com bons governos, que tenham um bom relacionamento", disse o presidente eleito uruguaio, que assumirá em 1º de março um mandato de cinco anos.

O líder de uma coalizão de cinco partidos, que contempla desde a direita até a esquerda social-democrata, criticou a política externa da Frente Ampla: "Não importa o partido, nem a ideologia. Se nos guiarmos pela ideologia nas relações exteriores, não estaremos representando todo o país, e nosso interesse é de todos e cada um dos uruguaios."

"Está claro que, nas relações exteriores, não nos envergonharemos. Está claro o que iremos fazer: vamos chamar os ditadores de ditadores", enfatizou o presidente eleito, que, durante a campanha eleitoral, disse que a posição do atual governo sobre a Venezuela é "uma vergonha nacional".

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